Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Agro
Brasil

Alimentos transgênicos: entenda o que são e se é seguro consumir

Saiba a diferença entre transgenia e melhoramento convencional, confira as regras da CTNBio sobre segurança e o significado do triângulo amarelo
03 jan 2026 às 12:32
Por: Band
Foto: Divulgação/Sindiveg

Presentes na mesa dos brasileiros e fundamentais para a produtividade do agronegócio nacional, os alimentos transgênicos são organismos que tiveram seu material genético alterado pela inserção de genes de outra espécie para adquirir características vantajosas. Essa tecnologia, regulamentada rigorosamente pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), visa garantir colheitas mais resistentes e alimentos seguros, diferenciando-se dos métodos tradicionais de cruzamento de plantas utilizados na agricultura ao longo dos séculos. Até na medicina, a transgenia pode atuar, com técnicas aplicadas para beneficiar as pessoas.


A transgenia é uma técnica da biotecnologia moderna que permite a introdução controlada de genes exógenos — ou seja, genes provenientes de outra espécie — em um genoma receptor. Essa modificação não ocorre ao acaso. Cientistas selecionam genes específicos que carregam instruções para características desejáveis. Um exemplo clássico citado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é a inserção de um gene de uma bactéria específica em uma planta de milho.


O objetivo dessa alteração é conferir à planta novas propriedades que ela não desenvolveria naturalmente. Entre as mais comuns estão a resistência a determinadas pragas agrícolas e a tolerância a herbicidas, o que facilita o manejo da lavoura e pode reduzir as perdas na produção.


A diferença para o melhoramento convencional

É comum confundir a transgenia com o melhoramento genético tradicional, mas existe uma distinção fundamental entre os dois processos. No melhoramento convencional, os cruzamentos ocorrem apenas entre indivíduos da mesma espécie ou de espécies sexualmente compatíveis. O agricultor ou pesquisador cruza duas plantas de soja, por exemplo, para obter uma terceira planta com as melhores características de ambas.

Outras notícias

Reino Unido avalia sistema brasileiro de controle de antimicrobianos

Estudo alerta para compactação do solo em integração

Preço da cenoura apresenta queda com aumento da oferta


Já a transgenia rompe a barreira reprodutiva entre espécies diferentes. A tecnologia permite transferir características que jamais seriam encontradas na natureza daquela espécie específica sem a intervenção biotecnológica.


Todo transgênico é considerado um Organismo Geneticamente Modificado (OGM). No entanto, nem todo OGM é necessariamente um transgênico, embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos pela população. A Embrapa esclarece que o termo "transgênico" se aplica especificamente quando há DNA de outra espécie envolvido.


Segurança alimentar e regulação no Brasil

A segurança desses alimentos é um dos temas que mais geram dúvidas nos consumidores. No Brasil, a CTNBio analisa os riscos caso a caso antes de qualquer liberação comercial. O princípio científico utilizado por este órgão, e corroborado por entidades internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a FAO, é o da "equivalência substancial".


Esse conceito determina que, se o alimento transgênico for química e nutricionalmente equivalente ao seu correspondente convencional — exceto pela característica nova inserida —, ele é considerado tão seguro quanto o original.


Há um consenso regulatório entre a CTNBio, a Embrapa e a Anvisa de que os produtos aprovados no país passaram por avaliações rigorosas e não representam risco à saúde humana ou animal.


Como identificar: o símbolo do triângulo amarelo

Para garantir o direito à informação e a transparência para o consumidor, o Brasil possui uma legislação específica de rotulagem. O Decreto 4.680/2003 determina que produtos que contenham ingredientes transgênicos em quantidade superior a 1% da composição final devem ser identificados visualmente.


O símbolo adotado é um triângulo equilátero amarelo com a letra "T" em preto no centro. Essa identificação permite que o consumidor saiba exatamente a origem dos ingredientes que está levando para casa, mantendo a clareza sobre o processo produtivo que conecta o campo à mesa.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Preços do açúcar cristal seguem voláteis no mercado paulista

Agro
Imagem de destaque

Preços do etanol seguem em queda com oferta elevada e demanda fraca

Agro

Estimativa menor da safra sustenta preços do trigo no Brasil

Agro

Laranja de mesa tem queda de preço; tahiti sobe no mercado

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Passageira denuncia estupro durante corrida por aplicativo

Cidade
Londrina e região

Duas crianças são resgatadas em situação de abandono em Londrina

Cidade
Londrina e região

Funcionários de shopping de Londrina são retirados após furto

Cidade
Londrina e região

Londrina tem semana com chuva e clima menos gelado

Cidade
Londrina e região

Motorista causa sequência de batidas no Centro de Londrina

Podcasts

PodFala com Tai | EP 19 | Dan e Juca - A Arte de Construir uma Carreira

Conversa com Nassif| EP 17 |Nelson Barizon e Dayane Lucas - A Evolução do RH com a Admita

Arte do Sabor Podcast | EP 2 | The Carbohydrate Myth in Nutrition | Rafaela Gouveia

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.