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Brasileiros estão comendo menos arroz e feijão, aponta estudo da Embrapa

Redução ocorreu devido à alta de preços, mas arroz e feijão começam ficar mais baratos no Brasil em 2025
26 fev 2025 às 19:33
Por: Band
Ascom/Seagri/SP

A alta no preço dos alimentos no Brasil, movimento que vem sendo sentido desde 2020, impulsionado pela pandemia, flutuações cambiais, crises climáticas e custos globais elevados, levou o brasileiro a comer menor arroz e feijão, a combinação mais tradicional da base alimentar. Nos últimos anos, os preços dos dois itens subiu muito e mudou os hábitos.


De acordo com estimativas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o consumo de arroz e feijão no Brasil apresentou uma queda significativa ao longo das últimas décadas. Em 1985, o consumo per capita de arroz no Brasil era superior a 40 kg/habitante/ano, enquanto o feijão registrava cerca de 19 kg/habitante/ano. Em 2023, o consumo médio per capita foi de 29,2 kg para o arroz e 12,8 kg para o feijão, reforçando a tendência de queda.


Dentre os fatores que provocaram a queda no consumo destes dois itens, estão a interrupção das cadeias de suprimentos e eventos extremos, como secas e chuvas intensas que implicaram na redução da oferta e elevação de preços. Nos últimos cinco anos, os preços da alimentação domiciliar no Brasil aumentaram 55%, superando significativamente a inflação geral de 33% no período, conforme o Índice de Preços dos Alimentos (IPCA).


Preço do arroz em queda


Apesar das altas que o arroz sofreu nos últimos meses, a aproximação da nova safra de arroz está fazendo o preço cair. Na semana passada, as quedas nas cotações do arroz foram as mais intensas do ano, refletindo a maior disponibilidade do cereal no mercado. O Indicador CEPEA/IRGA-RS iniciou esta semana, no dia 24 de fevereiro, cotado a R$ 91,93 a saca de 50 kg, o menor valor nominal desde agosto de 2023. Já na parcial de fevereiro, até o dia 24, a desvalorização acumulada chega a 8,6%. 


O mesmo ocorre com o feijão: de acordo com pesquisadores do Centro de Pesquisas, o movimento de desvalorização está atrelado ao avanço da colheita da primeira safra e às projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que indicam maior disponibilidade do grão para a temporada 2024/25.

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