Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Agro
Brasil

Câmara aprova novas regras para regularização de imóveis rurais

O projeto determina a imediata regularização dos registros imobiliários de imóveis rurais de até 15 módulos fiscais
11 jun 2025 às 16:03
Por: Band
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (11), o projeto de lei que altera as regras para a regularização de imóveis rurais localizados em terras públicas, nas faixas de fronteira e vendidos ou cedidos pelo Poder Público. Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada no Senado.


Proposto pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR) no ano passado, o PL 4.497/2024  foi aprovado por 257 votos favoráveis e 88 contrários na forma de um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Caroline de Toni (PL-SC).


O projeto determina a imediata regularização dos registros imobiliários de imóveis rurais de até 15 módulos fiscais com base em uma declaração escrita e assinada pelo requerente caso este não receba do órgão ou entidade responsável pela base de dados oficiais as certidões oficiais no prazo de até 15 dias. 


A área de um módulo fiscal varia conforme o município onde a propriedade está localizada, podendo variar entre 5 hectares e 110 hectares, sendo que 1 hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial.

Outras notícias

Centro-Oeste ganha 1º laboratório exclusivo para análise de vinhos

Consumo de café sobe 2,44% no primeiro quadrimestre deste ano

Preço dos ovos segue sustentado mesmo com desaceleração da demanda


Se o Senado ratificar a proposta, o prazo para os interessados pedirem a regularização de imóveis com mais de 15 módulos fiscais, que terminaria este ano, será estendido até 2030. O objetivo da prorrogação do prazo é permitir que todos os proprietários consigam cumprir todas as exigências legais, evitando prejuízos econômicos e processos judiciais.


O projeto também autoriza a regularização fundiária de imóveis com mais de 15 módulos fiscais, considerados grandes propriedades, em áreas de fronteira, mesmo com processos administrativos em andamento de demarcação de terra indígena com sobreposição de áreas, inclusive de terra indígena tradicionalmente ocupada.


De acordo com a relatora da proposta, Caroline de Toni, a mudança das atuais regras não significa um relaxamento das normas de controle, mas sim maior segurança jurídica no campo. 


Para a parlamentar, hoje, muitas famílias não têm acesso ao crédito rural e temem perder seus direitos.

“Estamos falando de 11 milhões de brasileiros em 11 estados, 16% do território nacional, 588 municípios. Estamos falando de uma necessária segurança jurídica que a gente precisa dar", explica Caroline de Toni.

Os deputados que votaram contra a proposta sustentam que o resultado poderá ser a regularização de terras griladas e a destruição de áreas florestais. 


"Estamos falando em um ataque às comunidades tradicionais. Há uma tentativa de facilitar o registro imobiliário de terras habitadas por povos indígenas e quilombolas", afirmou o deputado Helder Salomão (PT-ES).


Ministério

Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas manifestou preocupação com a aprovação do projeto de lei. Para a pasta, o parecer aprovado pelo plenário da Câmara, de autoria da deputada Caroline de Toni, “distorce a proposta original” de Tião Medeiros.


“O texto aprovado apresenta graves ameaças aos direitos territoriais de povos indígenas. Isso porque permite a validação de registros sobrepostos a terras indígenas, mesmo quando já houver estudos, portarias declaratórias ou outros atos oficiais reconhecendo a tradicionalidade da ocupação indígena”, alerta o ministério.


Ainda segundo a pasta, a proposta viola o Artigo nº 231 da Constituição Federal, que reconhece os direitos originários dos povos indígenas sobre as terras que tradicionalmente ocupavam, e a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário.


O Ministério dos Povos Indígenas afirma ainda que  “as ações do Congresso Nacional vêm fragilizando legislações ambientais e retrocedendo em relação aos direitos dos povos indígenas”.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Safra da poncã avança e preço da fruta cai mais de 10% em maio

Agro
Imagem de destaque

Frango fica mais caro e diferença para carne bovina diminui, aponta Cepea

Agro

Búfalo 'Donald Trump' viraliza e atrai multidões a fazenda

Agro

China suspende importação de carne bovina de três frigoríficos brasileiros

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

5º BPM de Londrina terá mudança de comando na próxima sexta

Cidade
Cascavel e região

Jovem de 15 anos mata o pai com facada no bairro Santa Felicidade

Cidade
Londrina e região

Produtores rurais cobram cooperativa após fechamento em Tamarana

Cidade
Londrina e região

Suspeito armado morre em ação do Choque na zona norte

Brasil Urgente
Londrina e região

Menina morre após 100 dias no HU e família aponta erro médico

Podcasts

Sem Cerimônia | EP 4 | O Futuro do Direito de Família | Elisângela Ribeiro e Juliana Tavares

Podcast PodFala com a Tai | EP 15 | O Valor do Sertanejo Clássico | Victor e Geovane

Podcast PodGuest | EP 25 | Experiência e Inovação em Eventos | Alencar Santos

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.