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Cientistas brasileiros testam bactérias que aumentam a eficiência do etanol

Nova tecnologia simplifica a produção do bioetanol de segunda geração e chama a atenção do mercado internacional
10 ago 2026 às 21:33
Por: Band
Foto: Agência Brasil

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram uma tecnologia capaz de aumentar a eficiência e reduzir os custos na produção do etanol de segunda geração. Produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, o biocombustível ganhou um avanço no processo de fabricação após o uso de bactérias geneticamente modificadas, que substituem as leveduras tradicionais e convertem a matéria-prima em etanol em apenas uma etapa. 


O projeto já chamou a atenção da indústria internacional, e uma empresa dos Estados Unidos licenciou a inovação para dar início aos testes em escala ampliada.


O etanol de segunda geração — biocombustível gerado a partir do reaproveitamento de resíduos agrícolas e industriais, como a palha e o bagaço da cana — é estratégico para a transição energética por aumentar a oferta de combustível sem a necessidade de expandir a área plantada. Conduzido ao longo de seis anos no laboratório da universidade paulista, o estudo buscou justamente eliminar etapas operacionais complexas para viabilizar o insumo de forma mais competitiva.


Com a modificação genética das bactérias, o rendimento do bioetanol teve um crescimento de até 30% na fase inicial de produção. A substituição dos microorganismos tradicionais eliminou etapas de alto custo, como o pré-tratamento termoquímico e a adição de enzimas fúngicas. A simplified conversão diminui a pegada ambiental e os custos industriais, tornando o produto atraente para o setor energético global.


Mercado internacional e impacto social

A tecnologia desenvolvida pelos cientistas da Unicamp já foi licenciada para o mercado externo. O avanço reforça a busca da universidade em transformar ciência aplicada em soluções de mercado que tragam retornos econômicos e ambientais para a sociedade. A equipe de pesquisadores segue trabalhando no desenvolvimento de novas linhagens bacterianas, com foco em atuar em diferentes vias do processo para otimizar ainda mais o rendimento do combustível limpo.

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