Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Aba 1
Aba 2
Agro
Brasil

Com tarifaço, desafio de exportadores é encontrar novos mercados

Será necessário esforço para conquistar novos compradores, diz Apex
07 ago 2025 às 09:19
Por: Agência Brasil

O impacto do aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos a partir desta quarta-feira (6) ainda começa a se desenhar e causa incerteza para trabalhadores e empresários que atuam com os mais de três mil itens que serão sobretaxados.


Enquanto estratégias imediatas como gestão de estoques, embarques acelerados ou redução da produção desenham as primeiras reações, um caminho em vista é pensar em novos destinos para a produção brasileira. A busca por mercados exportadores alternativos, porém, exige preparação específica e não traz resultados imediatos.


Este périplo das empresas para novos mercados tem o apoio de um ecossistema público-privado, com MDIC, MAPA, ApexBrasil, SEBRAE, associações comerciais e entidades de promoção de comércio exterior.

Em coletiva, Jorge Viana, presidente da Apex, destacou o papel conjunto dessas instituições. A agência já apoia 2,6 mil das 9 mil empresas brasileiras que exportam para os EUA. Para ele, mudanças são inevitáveis, e novas estratégias devem ser adotadas.


"Setores como o de produtores de mel precisarão de apoio urgente, pois o único destino dessas exportações é os Estados Unidos", explicou Viana. Segundo ele, um plano de apoio emergencial semelhante ao adotado após as enchentes no RS em 2024 será anunciado em breve pela Presidência da República.

Outras notícias

Mamão, melão e manga lideram exportações de frutas brasileiras

Conab projeta alta na produção de grãos na safra 2026/27

CAMPO VIVO - edição de 18-10-26.

A Apex abrirá um escritório em Washington para negociar com o governo americano, em paralelo ao trabalho dos serviços consulares e à pressão direta das empresas locais.


"Essa tarifa de 50% não tem motivação comercial. É política. Esperamos que os efeitos no consumidor americano forcem uma reavaliação", disse Viana, reforçando a importância da integração entre cadeias produtivas.


A Apex também atuará na diversificação de fornecedores, com apoio dos setores produtivos e estratégias de abertura de novos mercados. Segundo dados da ApexBrasil, entre janeiro e março de 2025, o Brasil exportou US$ 77,3 bilhões, ligeiramente abaixo dos US$ 77,7 bilhões de 2024. Os principais produtos foram petróleo bruto, soja, minério de ferro e café verde. As exportações de bens industrializados subiram, com destaque para máquinas e aparelhos elétricos.


Entre os principais destinos das exportações brasileiras estão China (US$ 19,8 bi), União Europeia (US$ 11,1 bi), Estados Unidos (US$ 9,7 bi) e Mercosul (US$ 5,8 bi), com destaque para a Argentina, que cresceu 51%.


Diplomacia comercial


O governo brasileiro ainda aposta em caminhos diplomáticos para tentar reduzir as tarifas americanas. Na semana passada, o governo Trump retirou 700 produtos da lista de taxações, mostrando alguma abertura.

“A diversificação das exportações é estratégica para reduzir a dependência dos EUA. O diálogo e as negociações comerciais bilaterais são as melhores alternativas para evitar tensões”, afirmou Raphael Jadão, advogado especialista em arbitragem e comércio internacional.


Estudos mostram que 50% das exportações brasileiras se concentram em cinco países: China, EUA, Argentina, Holanda e Espanha. Essa dependência representa risco elevado. “A carne bovina, por exemplo, foi taxada em mais 40%, além dos 10% já aplicados em abril. São 50% a mais que em 2024”, alerta Bruno Meurer, diretor da Next Shipping.


Novos mercados e desafios


A busca por mercados alternativos envolve elementos culturais, parcerias comerciais e exigências fitossanitárias. O processo de exportação depende do tipo de produto e de cada país. Inclui emissão de documentação internacional, contratação de frete, fiscalização aduaneira, registro no Siscomex e pagamento de taxas.


“O tempo varia. Medicamentos demoram mais. Roupas são liberadas mais rapidamente”, explica Meurer. Certificações específicas, como a Halal (para países muçulmanos), exigem adaptação de processos produtivos.


“Exportações para o Oriente Médio, como Arábia Saudita e Dubai, exigem certificação Halal, rotulagem específica e embalagens adaptadas. Outros produtos, como pescados, também precisam se alinhar às demandas internacionais”, explica Stefânia Ladeira, gerente de produtos da Saygo Comex.


Acordos internacionais facilitam a entrada em novos mercados. O Brasil ampliou parcerias com China, Japão, África, Oceania, América Central e Caribe. “Cada país tem suas próprias normas de importação, com exceção da União Europeia, que tem procedimento unificado”, diz o advogado Diego Joaquim, especialista em direito aduaneiro.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Preço dos ovos fica estável, mas chuva pode pressionar mercado

Agro
Imagem de destaque

Laranja perde poder de compra frente aos fertilizantes

Agro

Frango ganha competitividade frente às carnes bovina e suína

Agro

Tilápia tem salto nas exportações, mas custos preocupam setor

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

“Estou indo para o céu”; criança escreve carta após agressão

Cidade
Londrina e região

Empresário é morto a tiros ao sair de casa em Londrina

Cidade
Londrina e região

Fim da escala 6x1 preocupa comércio de Londrina, diz ACIL

Cidade
Londrina e região

Padre Limeira morre aos 78 anos após lutar contra câncer

Cidade
Londrina e região

Servidores cobram reajuste e temem impacto de cortes em Londrina

Podcasts

Podcast Em Foco | EP 7 I Imagem Profissional Estratégica I Jihana Rosa

Podcast Feirauto | EP 2 | Expectativas para a Feirauto | 13/10

Podcast Feirauto | EP 1 | Feirauto em Destaque | 09/10