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De gordura trans a 'café fake:, quais alimentos a Anvisa vetou em 2025

Fiscalização rigorosa retirou de circulação marcas de azeite e suplementos irregulares; entenda os motivos de saúde e proteção ao agronegócio por trás dos vetos
26 dez 2025 às 10:30
Por: Band
Foto: Divulgação/Mapa

A segurança alimentar no Brasil é regida por normas rigorosas que determinam o que pode ou não chegar à mesa do consumidor. Enquanto alguns vetos visam proteger a saúde pública contra substâncias cancerígenas ou nocivas, como a gordura trans, outros atuam como defesa econômica e sanitária do agronegócio, impedindo fraudes em produtos como café e azeite, ou a entrada de pragas pelas fronteiras.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura mantêm uma lista ativa de proibições. O objetivo é duplo: garantir que o brasileiro não consuma produtos perigosos e proteger a produção nacional de concorrência desleal e doenças.


O fim da gordura trans industrial

Desde janeiro de 2023, o Brasil vive uma nova era na indústria alimentícia com a proibição total da gordura trans industrial. Anteriormente usada para dar crocância e aumentar a validade de biscoitos e salgadinhos, essa substância (óleos parcialmente hidrogenados) foi banida após um processo gradual de regulação. A decisão da Anvisa alinhou o Brasil às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Por que é proibida? A gordura trans eleva o colesterol ruim (LDL) e reduz o bom (HDL), sendo diretamente ligada a doenças cardiovasculares, infartos e derrames. Hoje, nenhum alimento produzido ou importado pode conter esse ingrediente na formulação.

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Combate às fraudes: o caso dos "cafés fakes" e azeites

O ano de 2025 foi marcado por uma ofensiva contra a falsificação de alimentos básicos. Diversas marcas de café e azeite de oliva foram retiradas das prateleiras, não por serem ingredientes inerentemente proibidos, mas por serem fraudados.


No caso dos cafés, laudos apontaram a presença de cascas, pedaços de madeira e milho em percentuais muito acima do permitido (ou não declarados), configurando o chamado "café fake". Já no setor de azeites, a proibição recaiu sobre marcas que vendiam óleo de soja com corantes como se fosse azeite de oliva extra virgem.


Essas proibições protegem o bolso do consumidor e o produtor rural honesto, que sofre com a concorrência de preços impraticáveis gerados pela adulteração.


O risco do leite cru

Embora seja uma tradição em algumas zonas rurais, a venda direta de leite cru (não pasteurizado) para o consumidor final é proibida em todo o território nacional, exceto em casos muito específicos de legislação para queijos artesanais regulamentados.


Por que é proibido? O leite sem tratamento térmico é um veículo de alta periculosidade para transmissão de doenças como tuberculose, brucelose e infecções por bactérias como Salmonella e E. coli. A pasteurização é o processo que elimina esses patógenos sem alterar significativamente o valor nutricional.


Bromato de Potássio, perigo no pão

Um veto mais antigo, mas que ainda exige fiscalização, é o do Bromato de Potássio. Essa substância era utilizada para dar volume à massa de pães, fazendo o produto render mais na padaria.


Por que é proibido? Estudos comprovaram que o bromato possui potencial carcinogênico (causador de câncer) e pode levar a problemas renais. O uso é considerado crime contra a saúde pública.


Barreiras sanitárias: o que não entra na sua mala

Para quem volta de viagem internacional, a proibição de entrada de certos alimentos não é apenas uma questão de saúde humana, mas de segurança nacional do agronegócio. É proibido trazer na mala sem a devida certificação sanitária:


Mel e produtos apícolas: Risco de introduzir a doença "Loque Americana", que dizima colmeias.


Frutas e vegetais frescos: Risco de trazer pragas como a Mosca-das-Frutas.


Carnes cruas e embutidos artesanais: Risco de vírus como o da Febre Aftosa ou Peste Suína Africana.


Esses itens são apreendidos e destruídos nos aeroportos para evitar que pragas exóticas devastem as lavouras e rebanhos brasileiros, o que causaria prejuízos bilionários ao setor produtivo.

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