As cotações do trigo registraram leves ajustes no mercado brasileiro, impulsionadas principalmente pela retração dos vendedores e pelas novas estimativas oficiais que apontam uma redução da produção nacional em 2026.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o comportamento dos preços varia entre os principais estados produtores.
No Rio Grande do Sul, a baixa liquidez do mercado, a demanda reduzida da indústria e o abastecimento considerado confortável dos moinhos continuam pressionando as cotações.
Já no Paraná, a menor disponibilidade de trigo no mercado de lotes tem contribuído para sustentar os preços.
Conab reduz estimativa da safra
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo a estimativa da safra brasileira de trigo de 2026. A projeção passou de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas, uma redução de 4,5% em relação ao levantamento anterior.
Se a estimativa se confirmar, a produção será a menor desde 2020 e ficará 23,5% abaixo do volume registrado na safra passada.
Segundo a Conab, a revisão foi motivada, principalmente, pela redução da área cultivada na Região Sul e pela queda na produtividade em parte do Centro-Oeste.