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Excesso de chuva no verão prejudica a produção de hortaliças no Brasil

O volume intenso de precipitações afeta a qualidade dos produtos e pressiona os preços ao consumidor final, especialmente no Sudeste
14 jan 2026 às 17:46
Por: Band
Band

O alto volume de chuvas registrado neste verão tem causado prejuízos significativos para os produtores de hortaliças em diversas regiões do país. O excesso de umidade no solo e a falta de luminosidade comprometem o desenvolvimento das plantas, resultando em perdas na colheita e redução da qualidade dos alimentos que chegam às gôndolas.


De acordo com especialistas do setor ouvidos pelo AgroBand, a situação é mais crítica para as folhosas, como alface e couve, que são mais sensíveis a variações climáticas intensas. A umidade excessiva favorece o surgimento de doenças fúngicas e bacterianas, obrigando o agricultor a intensificar os tratos culturais ou, em muitos casos, descartar parte da produção.


Impacto nos preços e no mercado

A redução da oferta de produtos de qualidade gera um reflexo direto no bolso do consumidor. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o preço das hortaliças apresentou elevação nas principais centrais de abastecimento (Ceasas) do país nas últimas semanas.

No Sudeste, principal polo produtor de olerícolas — termo técnico que define o cultivo de hortaliças —, os preços de itens básicos como tomate e batata também registraram oscilações para cima. "O olericultor enfrenta um desafio duplo: manter a sanidade da planta sob chuva constante e gerenciar os custos de produção que sobem com a necessidade de mais insumos defensivos", explica um pesquisador da Embrapa.

Desafios do produtor de hortaliças

Diferente das grandes commodities, como soja e milho, o ciclo das hortaliças é curto, o que torna o produtor muito dependente das condições climáticas diárias. No verão, as tempestades de fim de tarde podem destruir canteiros inteiros em poucos minutos, afetando o planejamento de plantio direto.

Para mitigar os riscos, muitos produtores estão investindo em tecnologias de cultivo protegido, como estufas e túneis plásticos. Embora o investimento inicial seja elevado, essas estruturas permitem um controle maior sobre a umidade e a temperatura, garantindo uma entrega mais estável ao mercado mesmo em períodos de clima adverso.

A expectativa para as próximas semanas depende da regularização do regime de chuvas. Caso o volume de água diminua e o sol apareça com mais frequência, a tendência é de que a oferta se normalize e os preços comecem a ceder gradualmente.
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