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Expansão do setor de celulose em MS deve criar 24 mil empregos até 2032

Impulsionado pelo cultivo de eucalipto, Mato Grosso do Sul projeta forte demanda por mão de obra qualificada; cigarrinha-do-milho causa prejuízo bilionário
05 mai 2026 às 14:56
Por: Band
Arquivo Pessoal

O setor de celulose e silvicultura em Mato Grosso do Sul projeta a abertura de, pelo menos, 24 mil novas vagas de emprego até o ano de 2032. O avanço é impulsionado diretamente pela expansão acentuada do cultivo de eucalipto em território sul-mato-grossense, consolidando o estado como um polo estratégico para a indústria florestal brasileira.


De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente local, o setor já contabiliza atualmente mais de 38 mil postos de trabalho ocupados.


O cenário atual marca uma transição nas necessidades das empresas: se anteriormente o foco das companhias estava voltado para o desenvolvimento de infraestrutura, a prioridade agora concentra-se na busca e retenção de mão de obra qualificada para operar as novas unidades e manter a produtividade das florestas plantadas.


Prejuízos bilionários na produção de milho

Enquanto a silvicultura apresenta projeções de crescimento, a produção de grãos enfrenta desafios severos devido a problemas sanitários. Um estudo conduzido pela Embrapa Cerrados, em colaboração com a Epagri e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), revela que a cigarrinha-do-milho gerou um impacto financeiro devastador para o agronegócio nacional.

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No período compreendido entre 2020 e 2024, a praga causou um prejuízo acumulado de US$ 25 bilhões ao país. O levantamento detalha que a perda média na produção de milho atingiu 22% ao ano durante o intervalo analisado. Além da quebra de safra, o avanço do inseto forçou os produtores a elevar os investimentos em controle químico, resultando em um aumento de quase 20% nos custos específicos com inseticidas.


O cenário exige atenção das autoridades e do setor produtivo para o manejo integrado, visando conter a disseminação da praga que compromete a rentabilidade de uma das principais commodities brasileiras.

As informações foram destacadas no quadro Giro Brasil, do Agro Band, que monitora as principais movimentações e indicadores do setor agropecuário no país.

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