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Exportações de carne bovina para a China atingem 65% da cota

Frigoríficos brasileiros mudam estratégia de embarques e reduzem ritmo de abates para evitar sobretaxa de 55% no mercado asiático
24 jun 2026 às 12:58
Por: Band
Foto: Reprodução Instagram @nelorehro

As exportações brasileiras de carne bovina para a China atingiram 65,4% da cota anual estabelecida de 1,1 milhão de toneladas. Os dados oficiais foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Ministério do Comércio (Mofcom) e pela Administração-Geral de Alfândegas (GACC) da China.


De janeiro até maio deste ano, os chineses importaram 723,7 mil toneladas de carne bovina do Brasil. O volume consolida os envios dos primeiros cinco meses de 2026 e inclui cargas vendidas no fim do ano passado que só tiveram a chegada registrada pelas alfândegas a partir de janeiro. A aceleração das vendas em abril (135 mil toneladas) e maio (154 mil toneladas) gerou forte movimentação nos portos nacionais.


Frigoríficos mudam estratégia de produção


Diante do fluxo intenso, há grande expectativa entre os frigoríficos nacionais pelo anúncio oficial de que o volume de vendas tenha batido 80% da cota (o limite máximo de importação com tarifa reduzida). Como ação preventiva para proteger as margens financeiras, várias indústrias decidiram diminuir o ritmo de abate e reduzir a produção de cortes específicos voltados ao mercado chinês. Desde o dia 20 de junho, muitas empresas mantêm apenas os embarques que já estavam planejados.


O objetivo da freada é evitar que a carne brasileira sofra punições fiscais na alfândega asiática. Caso o teto do acordo comercial seja quebrado, as cargas que excederem o limite sofrerão uma sobretaxa pesada de 55% sobre o valor total da mercadoria.


Risco de punição divide o setor


A iminência do esgotamento da cota divide as lideranças do agronegócio:

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  • Ala cautelosa: Avalia que o período seguro para novos embarques termina no fim de junho. O encerramento dos envios agora garante que o produto viaje por cerca de 45 dias e entre na China antes do estouro do limite.

  • Ala otimista: Defende que as indústrias podem continuar os embarques até a primeira semana de julho. Essa corrente projeta que o anúncio oficial do esgotamento total da cota chinesa ocorrerá apenas em setembro, descartando prejuízos imediatos.

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