As exportações brasileiras de carne de frango registraram em fevereiro uma marca histórica, com a venda de 493,2 mil toneladas. Este é o maior volume já registrado para um único mês. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgados nesta sexta-feira (6), o resultado supera em 5,3% o total embarcado no mesmo período do ano passado. Em receita, o saldo também é recorde, totalizando US$ 945,4 milhões, uma alta de 8,6% em comparação a fevereiro de 2025.
Nos dois primeiros meses deste ano, os exportadores de carne de frango registraram altas em volume exportado e faturamento. Os embarques totalizaram 952,3 mil toneladas, alta de 4,5% sobre o primeiro bimestre do ano anterior. A receita, que é em dólares, acompanhou a tendência, somando US$ 1,819 bilhão, um crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com a ABPA, este é o melhor desempenho histórico do setor para o período de janeiro e fevereiro.
China reassume liderança nas importações
A China voltou a ser o principal destino do frango brasileiro. Em fevereiro, os chineses importaram 49,4 mil toneladas de carne de frango. Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, o mês consolidou a retomada dos embarques para o país asiático e para a União Europeia. Segundo o executivo, os efeitos comerciais decorrentes dos focos de Influenza Aviária registrados em maio de 2025 foram totalmente superados.
A associação destacou que, além da China, países como os Emirados Árabes Unidos continuam entre os principais compradores do frango brasileiro. No mês, o país importou 44 mil toneladas (+13,4%). Na lista, ainda constam o Japão, com 38,2 mil toneladas (+38%); África do Sul, 31,3 mil toneladas (+27,6%) e a União Europeia, que importou 30,1 mil toneladas (+46,3%).
Outa novidade para o setor, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é a abertura do mercado das Ilhas Salomão para a carne de frango brasileira. O país da Oceania possui cerca de 830 mil habitantes e depende fortemente de importações para garantir sua segurança alimentar. Até então, o país importava frango da Austrália e Estados Unidos. Santin acredita que o Brasil se coloca como uma alternativa sólida e estratégica para o abastecimento da região, oferecendo produtos com elevados padrões sanitários.