Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Agro
Brasil

Exportações de frango caem 12,9% após gripe aviária, mas carne não ficou mais barata

Criadores tiveram alta nos custos e frigoríficos começaram a pagar menos pelo frango
07 jun 2025 às 10:56
Por: Band
Foto: reprodução

O caso confirmado de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Brasil gerou a suspensão das importações de frango por alguns países – 24 países deixaram de comprar produtos avícolas brasileiros e outros 18 países, suspenderam as importações de produtos do Rio Grande do Sul, onde ocorreu o foco. Apesar disso, a queda nas exportações de carne de frango, em maio, foi de 12,9%. Apesar da queda, apenas os frigoríficos que pagaram mais barato pelo frango, em torno de 10%. Para o cosumidor final, os preços se mantém estáveis.


As razões para isso são a imediata adequação dos criadores à expectativa de queda nas exportações, alta de custos de produção, com a inserção de novas regras e adequações das granjas para evitar novos focos, e a especulação de mercado por conta dos frigoríficos, que após o dia 16 de maio, já começaram a pagar menos para o criador. Economistas explicam que, por isso, para o consumidor, não houve nenhuma mudança significtiva nos preços.


Exportações de carne de frango


O volume total de exportações de carne de frango neste mês foi de 393,4 mil toneladas, mas de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em maio do ano passado, o Brasil havia exportado quase o volume de agora, 451,6 mil toneladas. “Mesmo com as suspensões aplicadas pelos cerca de 20 mercados, incluindo alguns dos principais destinos das exportações de carne de frango, os embarques se mantiveram próximos das 400 mil toneladas”, diz o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 


Segundo ele, o impacto foi proporcionalmente menor em relação à relevância no histórico de importações dos países com suspensões aplicadas.  “Esse é um indicativo de que o redirecionamento de cargas está ocorrendo como forma de manter o fluxo dos embarques no mercado internacional”. Nos cinco meses de 2025, o Brasil exportou 2,256 milhões de toneladas de carne de frango, número que representa um crescimento de 4,8% em relação ao mesmo período de 2024.

Outras notícias

Exportadores de frango do Brasil garantem que Brasil cumpre normas da UE

Geadas não afetam safra de milho no Paraná

Exportações de carne deixam o churrasco brasileiro mais caro


Destinos do frango nacional


Apesar de ter restringido as compras, a China ainda aparece como o principal mercado comprador de frangos do Brasil. Em maio, o país asiático demandou 35,8 mil toneladas, mas o volume já é 28% menor no comparativo com maio do ano passado. Já a União Europeia, que também bloqueou as importações de frango do Brasil desde o dia 16 de maio, o volume cresceu 46,2%, com 24,8 mil toneladas. 


Outros mercados importantes como a África do Sul reduziram em 20,5% as importações em maio, com 25,5 mil toneladas, e México importou 16,6 mil toneladas exportadas, queda de 18,8%. 


“As vendas para China, África do Sul e México retraíram nos patamares esperados. No caso da União Europeia, as vendas para o mercado vinham em ritmo consideravelmente elevado, o que justifica a alta, mesmo com a autossuspensão aplicada na segunda quinzena de maio”, afirma Santin.


Preço do frango no Brasil


Com a redução nos volumes de exportações, o frango que deixou de ser enviado para outros países foi distribuído no mercado brasileiro e, o que se esperava com o aumento da oferta, era uma queda de preços.


No entanto, o preço só caiu para os criadores de frango, em torno de 10% (preço de atacado), já o consumidor não percebeu quedas. “[após o caso de gripe aviária] os criadores começaram a ajustar a produção já prevendo a queda nas exportações”, avalia o economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo ele, essa organização pode frear a queda de preços.


Por outro lado, o foco da gripe em Montenegro (RS) também provocou uma alta nos custos de produção, já que os criadores precisaram investir em adequações e novas normas sanitárias para evitar qualquer nova contaminação. Rodrigo Dolabella, presidente do Sindiaves (DF) explica que itens como a forração dos aviários com tratamento térmico, agora obrigatório, pode onerar os custos em torno de 3% a 4%. “As granjas precisam trocar esta forração, se adequar às novas regras, mais rígidas, para evitar um novo foco”.

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Preços da tilápia seguem em alta no Brasil, aponta Cepea

Agro
Imagem de destaque

Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde histórico em 2026

Agro

Exportações de carne suína do Brasil batem recorde histórico em abril

Agro

Colheita de café no Brasil começa devagar com grãos de maior qualidade

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Filha flagra marido tentando abusar da própria mãe em Londrina

Cidade
Londrina e região

Homem e cadela morrem atropelados na Avenida Higienópolis

Cidade
Londrina e região

Imagens mostram últimos segundos de idoso atropelado em Londrina

Cidade
Cascavel e região

Gestante morre no HUOP após grave acidente na PR-180 em Cascavel

Esportes

Cascavel irá confirmar amistosos contra Grêmio e Timão durante a Copa do Mundo

Podcasts

Curiosidades com Ana Andrade | EP 1 | Equilíbrio e Bem-Estar na Harmonização Facial | Dra. Lucyane Casagrande

Podcast O Construtor | EP 5 | DAJ Empreendimentos apresenta o The One: A revolução do Short Stay | Junior Neves e Marcos Araújo

Café com Edu Granado | EP 78 | Escola de Bombeiros | 1°Ten. Amaral, 2°Sgt. Vasconcelos, Cb. Orlandini

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.