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Frutas do Vale do São Francisco podem encalhar no Brasil com tarifas de Trump

Período de maior exportações de frutas para os Estados Unidos começa em agosto, mês que tarifas adicionais de 50% serão aplicadas
23 jul 2025 às 20:29
Por: Band
Foto: Divulgação

As tarifas de 50% anunciadas por Donald Trump para os produtos brasileiros pode comprometer severamente o setor produtivo de frutas do Brasil, especialmente o Vale do São Francisco, que engloba áreas de agricultura da Bahia e Pernambuco. Agosto marca o mês de início das exportações de frutas para os Estados Unidos e, com as tarifas, que devem ser aplicadas em 1 de agosto, as vendas podem ser interrompidas.


O AgroBand desta quarta-feira (23) foi até Petrolina (PE) acompanhar de perto a situação e a preocupação dos produtores rurais locais. A medida de Trump, se aplicada, poderá comprometer severamente a produção de mangas e uvas, principalmente, além de outros setores, como o de suco de laranja.


O maior problema é que a janela de exportações de frutas para os Estados Unidos começa em agosto, exatamente no período em que as tarifas devem começar a valer. Até o mês passado, os produtores estavam animados para colher, neste ano, a maior safra de manga da história, mas o anúncio das tarifas mudou o cenário. A aplicação da taxa vai pegar o setor de manga bem no início da colheita, que vai de agosto a novembro.


A região do Vale do São Francisco, que engloba partes de Pernambuco e Bahia, é um polo de irrigação crucial para o país e gera aproximadamente 1.200.000 empregos diretos e indiretos. A manga, especialmente a variedade Tommy, é a preferida dos americanos e representa uma parcela significativa das exportações. No ano passado foram exportadas quase 260.000 toneladas, das quais 38.000 tiveram como destino os Estados Unidos".


Com a possibilidade de uma taxação de até 50% sobre o comércio com os americanos, a preocupação entre os fruticultores é palpável. O AgroBand conversou com o produtor de frutas Amauri, que cultiva 50 hectares de manga Tommy e compartilha que "esse produto não vai ter como ser redirecionado para outro mercado externo e o mercado interno também não comporta essa quantidade de fruta". Se a manga não for colhida conforme o programado, haverá perdas significativas nas plantações.

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Diante do agravamento da crise, a expectativa por um adiamento na aplicação da tarifa ganhou força. A grande novidade pode ser tirar essa tarifa ou, se não, jogar isso para frente, jogar para daqui a 90 dias". Enquanto isso, a comunidade aguarda ansiosamente por uma resolução que possa mitigar os impactos dessa medida no setor frutífero, crucial para a economia local e para os meios de subsistência de milhares de famílias.


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