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Início da colheita pressiona preços do milho no Brasil

Mercado espera aumento da oferta nas próximas semanas, enquanto compradores seguem afastados das negociações
01 jun 2026 às 10:01
Por: Cepea
Foto: Charles Oliveira/Embrapa

Os preços do milho voltaram a recuar na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea diante da ausência de compradores no mercado spot e do avanço da colheita da segunda safra 2025/26.


Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, a expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado as cotações do cereal em diversas regiões produtoras do país.


Colheita ainda está no início


A colheita da segunda safra segue concentrada principalmente nos estados do Paraná e de Mato Grosso.

Mesmo ainda em estágio inicial, os preços já operam abaixo dos registrados no começo da temporada passada.


Nas regiões de:

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  • Sorriso (MT);
  • e Norte do Paraná;

as médias parciais de maio apresentam queda de:


  • 11% em Mato Grosso;
  • e 8% no Paraná;

na comparação com maio de 2025.


Compradores aguardam novas quedas


De acordo com o Cepea, muitos compradores seguem afastados do mercado físico aguardando uma intensificação da colheita a partir da segunda quinzena de junho.


A expectativa é que o aumento da oferta provoque novas quedas nas cotações do milho.


Além do cenário interno, o mercado também acompanha o avanço da semeadura nos Estados Unidos.

O bom andamento da safra norte-americana tem pressionado os contratos futuros e reduzido a competitividade da exportação brasileira.


Clima não segurou recuo


Nem mesmo os problemas climáticos registrados nas últimas semanas foram suficientes para impedir a queda dos preços.


Segundo o Cepea, preocupações com:

  • altas temperaturas;
  • falta de chuvas em Goiás;
  • estiagem em partes de Mato Grosso do Sul;
  • e geadas no Paraná;

não conseguiram conter a pressão negativa sobre o mercado.


Exceções no Sul


Apesar da tendência de baixa em grande parte do país, algumas regiões apresentaram comportamento diferente.


As cotações ficaram firmes em Santa Catarina e registraram alta no Rio Grande do Sul, estados que praticamente já concluíram a colheita da safra de verão.

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