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Inspeção em área próxima ao foco da gripe aviária é finalizada, mas ministério apura 8 casos

Em quatro dias, equipes percorreram 540 propriedades rurais em busca de novos possíveis focos da doença; oito casos estão sendo investigados
21 mai 2025 às 15:42
Por: Band
Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN

A Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul concluiu a inspeção em 540 propriedades rurais localizadas no entorno, um raio de 10 km, da granja de Montengro (RS) onde foi localizado o foco da gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP). Os técnicos também revisitaram 19 propriedades que possuem a criação de aves, localizadas em um raio de 3 km. A partir de sábado (24) todas essas propriedades serão novamente vistoriadas. Nesta quarta-feira (21), oito investigações de novos casos supeitos estão em andamento, dois são de granjas comerciais. 


De acordo com a Secretaria de Agricultura do Estado, sete barreiras sanitárias estão funcionando, 24 horas por dia na região, e cerca de 1200 caminhões foram desinfectados. São duas barreiras na BR-386, uma no pedágio e outra na balança, uma ao norte na RS-124, outra na TF-10 no sentido Triunfo, e outras três em estradas vicinais, sendo uma de bloqueio.


Além das ações de vigilância ativa e barreiras de desinfecção, os servidores estão atuando em atividades de educação sanitária, com orientações em escolas e visitas em agropecuárias no raio de dez quilômetros do foco. “Conseguimos superar nossa expectativa e cumprimos a primeira vigilância ativa em quatro dias. E a partir deste sábado, que fecham sete dias da primeira visita, começaremos a revisitar todas as propriedades no raio de dez quilômetros novamente”, destacou a diretora do DDA, Rosane Collares.


Durante as atividades de vigilância, foi feita uma coleta em ave de subsistência no município de Montenegro e enviada ao Laboratório Federal de Diagnóstico Agropecuário, em Campinas (SP). O Estado aguarda o resultado do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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Até a manhã desta quarta-feira (21/5), o Ministério da Agricultura contabiliza oito casos suspeitos de gripe aviária. Duas suspeitas ocorreram em granjas comerciais, no Tocantins e Santa Catarina. Os demais casos são em aves de subsistência e ocorreram em Triunfo, Derrubada e Gaurama, no RS, Eldorado dos Carajás (PA) e Salitre (CE). Também há um caso proveniente de Garopaba (SC). Em aves de subsistêcia, a doença não representa qualquer prejuízo econômico ao país.


De acordo com o ministro da agricultura, Carlos Fávaro, se nenhum destes casos for confirmado para a doença, o país começa a contar, a partir desta quarta-feira (21), uma contagem de 28 dias para retomar o status livre da doença. “É um prazo onde temos a quebra do ciclo de vida desse vírus H5N1 e um protocolo para retomarmos as exportações”, afirmou.


Exportações suspensas

Nesta quarta-feira (21), o Mapa informou que as restrições temporárias impostas às exportações brasileiras de carne de aves, em decorrência da confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS) permanecem. Países como a China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, África do Sul, União Euroasiática, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Filipinas e Jordânia suspenderam as compras de produtos avícolas de todo o Brasil. Já o Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia, restringiram apenas as compras de produtos do Rio Grande do Sul, e Japão e Arábia Saudita, apenas do município de Montengro (RS).


Sobre a gripe aviária

A influenza aviária, ou gripe aviária, é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos, inclusive o ser humano. A transmissão acontece pelo contato com aves doentes e também por meio da água e de materiais contaminados.


O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, já que a doença não é transmitida por meio do consumo. Assim, não há qualquer restrição nesse sentido.

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