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Livro traz pesquisas aplicadas à conservação do solo e da água em regiões produtivas

Fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e o Sistema Faep, o projeto é resultado do trabalho de 105 pesquisadores.
20 abr 2025 às 16:33
Por: Agência Estadual de Notícias

Produtores rurais do Paraná passam a contar com mais um valioso aliado na preservação dos recursos naturais. Em cerimônia na sede do Sistema Faep, nesta quarta-feira (16), em Curitiba, a Rede Paranaense de AgroPesquisa e Formação Aplicada (Rede AgroParaná) lançou o segundo volume do livro “Manejo e Conservação de Solo e Água”. A publicação é uma coletânea de pesquisas e estudos de solo e recursos hídricos, realizadas nas principais regiões produtivas do Estado.


Fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e o Sistema Faep, o projeto é resultado do trabalho de 105 pesquisadores. Dividido em 14 capítulos, traz resultados conclusivos sobre uso, manejo e conservação do solo e da água em seis mesorregiões do Paraná: Centro-Sul, Sudoeste, Norte, Oeste, Noroeste e Nordeste. A iniciativa já recebeu investimentos de R$ 21 milhões. O material tem distribuição gratuita e está disponível no site do Sistema Faep.


O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, enfatizou a importância da Rede AgroParaná e a aproximação entre a academia e o setor produtivo que, unidos, chegam a soluções práticas para a sociedade.


“Nenhum Estado tem uma pesquisa organizada com essa dimensão, que nós temos”, disse. “Sempre buscamos aproximar o sistema de pesquisa da sociedade. Isso é ciência aplicada. São resultados completamente aplicáveis no campo e vão assegurar a sobrevivência econômica e social do Paraná”.


O presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que os saberes resultantes das pesquisas podem ser aplicados por produtores rurais em suas atividades agrícolas. Na sua avaliação, o livro é uma publicação fundamental ao agronegócio moderno.

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“O solo é maior patrimônio que nós temos e é fundamental para a humanidade. O solo bem conservado proporciona maior produtividade e maior lucro para o produtor, além de melhorar a qualidade da água e do meio ambiente”, disse.


Os estudos envolveram uma rede de instituições, que inclui o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Unioeste, Unicentro e Instituto Cesumar.


O diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Pelegrina, enumerou outras iniciativas no setor do agro que têm sido conduzidas por universidades paranaenses em parceria com o setor produtivo, como estudos em genética do solo. “Desde 2019, nos organizamos para ter mais parcerias com o setor privado e entregar cada vez mais para a sociedade. Hoje, temos inúmeros projetos em andamento, a partir desses esforços conjuntos”, afirmou.


A convergência de forças também foi destacada pelo vice-reitor da UEPG, Ivo Mottin. Na avaliação dele, essa aproximação entre o setor privado e as instituições de pesquisa deve ser cada vez maior. “As universidades estão aí para resolver problemas da sociedade. Somos um grande grupo de pessoas altamente qualificadas. Estamos à disposição do setor produtivo para contribuir de forma prática com o desenvolvimento deste Estado inovador e pujante”, disse.


IDR-PARANÁ - Por fim, a pesquisadora Graziela Moraes de Cesare Barbosa, do IDR-Paraná, apresentou alguns resultados individuais apontados pela pesquisa. Ela também detalhou a divisão do livro e como o conteúdo pode ser utilizado por produtores. “Ao medir a quantidade de água que escoa e de terra que é levada, é possível indicar maneiras mais sustentáveis de usar o solo, preservando sua fertilidade e evitando o assoreamento de rios e nascentes”, explica a pesquisadora e uma das organizadoras do livro, juntamente com Cristiano André Pott, da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste), Eduardo Augusto Agnellos Barbosa, da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) e André Pellegrini, ligado à UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná).

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