Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cascavel
Londrina
Agro
Brasil

Mercado de arroz no Rio Grande do Sul registra baixa liquidez apesar de alta nos preços

Custos elevados e incertezas sobre medidas de apoio travam negociações entre produtores e beneficiadoras, aponta Cepea
25 mar 2026 às 11:19
Por: Cepea

O mercado de arroz no Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de baixa liquidez e travamento nas negociações, mesmo diante da recente valorização nos preços do grão. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação de custos de produção elevados, margens de lucro negativas e a falta de definições sobre políticas de apoio governamental tem afastado compradores e vendedores das mesas de operação. O setor produtivo mantém uma postura retraída, alegando que, apesar das altas nominais, os valores atuais ainda não são suficientes para garantir a sustentabilidade financeira das propriedades rurais gaúchas.


A logística tem sido um dos principais entraves para o fluxo de mercadorias no estado, impactada diretamente pelo encarecimento do óleo diesel e pelo aumento expressivo nas tabelas de fretes. Diante dessa dificuldade de transporte, a indústria de beneficiamento tem priorizado a aquisição de lotes já disponíveis em suas unidades, evitando novos custos de deslocamento. Do outro lado da ponta comercial, os produtores optam por segurar a oferta na expectativa de que novas condições de mercado ou medidas de auxílio econômico permitam uma comercialização com melhor aproveitamento da rentabilidade da safra.


Em busca de soluções para o impasse, entidades representativas como a Federarroz e a Farsul intensificaram a articulação política junto aos órgãos reguladores. O foco central das discussões é a reestruturação do cronograma de pagamento do custeio para a safra 2025/26. Atualmente, o modelo prevê a quitação em até quatro parcelas, com o primeiro vencimento coincidindo justamente com o pico da colheita. A proposta do setor é ampliar esse prazo para oito meses, o que diluiria a pressão financeira sobre o agricultor e evitaria a necessidade de vendas forçadas em momentos de excesso de oferta e preços depreciados.


Pesquisadores do Cepea destacam que a persistência dessa paralisia no mercado pode afetar o planejamento das próximas etapas da cadeia produtiva caso não haja um consenso sobre o suporte ao crédito rural. Enquanto as negociações por medidas de socorro avançam em Brasília, o setor arrozeiro monitora atentamente as variações climáticas e os indicadores econômicos internacionais, que também influenciam o apetite dos exportadores. A expectativa é que uma definição sobre o parcelamento das dívidas de custeio traga o fôlego necessário para que a liquidez volte a níveis históricos para este período do ano.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Preço da soja cai com expectativa de superlativa no Brasil

Agro
Imagem de destaque

Crédito rural e dívidas do agro desafiam relações com Lula

Agro

Preço do etanol sobe com chuvas e demanda aquecida em SP

Agro

Safra argentina pressiona trigo no exterior, mas preços sobem no Brasil

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Jessicão nega discriminação após sugerir demissão de petistas

Cidade
Londrina e região

Polícia identifica suspeito de matar empresário em Londrina

Cidade
Londrina e região

Operação apura desvio de entidades filantrópicas de Londrina

Cidade
Londrina e região

Investigação aponta que homem foi morto por engano em Londrina

Cidade
Londrina e região

Abrasel repudia listas de boicote a comércios por política em Londrina

Podcasts

Podcast Sem Cerimônia | EP 26 | Conexões no Trabalho | Giovanni Augusto e Raphael Lima

Sem Cerimônia | EP 25 | Planejamento financeiro e escala 5x2 | Karime Claro de Carvalho

PodFala com a Tai | EP 24 | Nilton Nacario - Bastidores do sertanejo