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Preço do feijão começa a cair com a colheita da segunda safra

Após meses de preços mais altos, preços do feijão preto e carioca começam a cair em todo o país
09 jun 2026 às 12:56
Por: Band
Sebastião de Araújo/Embrapa

O mercado do feijão carioca e preto iniciou junho com tendência de queda nos preços nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas Econômicas (Cepea). O movimento de baixa ocorre após as expressivas valorizações registradas durante o mês de abril e maio, período de entressafra.


Segundo pesquisadores do Cepea, a retração nos preços foi diretamente influenciada pela postura mais cautelosa adotada pelos compradores. Além disso, o avanço da colheita da segunda safra aumentou a oferta do produto no mercado brasileiro. Outro fator determinante foi a menor qualidade de parte dos lotes colhidos no Paraná, onde áreas produtoras foram afetadas por geadas.


Apesar das recentes desvalorizações constatadas no início de junho, o mercado do feijão segue acumulando avanço no ano de 2026. O suporte para a sustentação dos preços altos no acumulado anual deve-se à redução da área cultivada no país e à limitada disponibilidade de grãos de melhor qualidade no momento.


Brasil registra recorde na importação de feijão preto e branco


Somente em maio, as importações brasileiras de feijão totalizaram 5,28 mil toneladas. Esse volume é seis vezes superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. O resultado representa a maior quantidade importada pelo Brasil para o período desde 2020, de acordo com dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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Todas as compras externas realizadas pelo país em maio tiveram origem na Argentina. Em relação ao tipo de produto adquirido, o feijão preto liderou com 65% do volume total. O feijão branco respondeu por 25% das importações, enquanto os 11% restantes foram compostos por outros feijões comuns.


Exportações brasileiras de feijão apresentam queda


Por outro lado, as exportações brasileiras de feijão somaram 12,09 mil toneladas em maio. O volume embarcado é 0,5% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho apresenta uma queda ainda mais expressiva quando comparado ao ano de 2024, quando o Brasil registrou o recorde histórico para o mês, com 22,84 mil toneladas embarcadas para o exterior. O volume atual é 47,1% menor do que o recorde de dois anos atrás.


A Índia permanece isolada como o principal destino das exportações do feijão brasileiro. O mercado indiano é o maior comprador mundial de leguminosas e continua sustentando o fluxo de saída do grão produzido no Brasil, mesmo diante da redução dos volumes totais embarcados em maio.

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