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Preço do milho opera em direções opostas nas praças brasileiras

Levantamento do Cepea aponta que retração de vendedores e ritmo de colheita da segunda safra causam divergência nas cotações
20 jul 2026 às 16:58
Por: Band
Foto: Jonas Oliveira/SEAB

Os preços do milho estão operando com comportamentos divergentes nas principais praças agrícolas monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Enquanto o valor cobrado pelo cereal registra valorização em determinadas localidades do país, as principais áreas produtoras já computam quedas consecutivas nas cotações praticadas no mercado físico.


De acordo com os pesquisadores, a alta observada em pontos específicos do território nacional é sustentada por dois fatores: a postura retraída dos vendedores e o ritmo inicialmente lento dos trabalhos de campo da segunda safra de milho. Em contrapartida, nos municípios onde as máquinas avançam com maior intensidade, o aumento imediato da oferta do grão tem forçado o recuo dos preços entre os agentes do setor.


Estratégias de compradores e indústrias para os estoques


A dinâmica de negociação no mercado do milho reflete estratégias distintas por parte dos consumidores industriais e grandes compradores do grão.


  • Monitoramento de mercado: Uma parcela das indústrias permanece cautelosa, atenta a oportunidades pontuais e oscilações diárias para fechar lotes menores.

  • Garantia de abastecimento: Outro grupo atuou com maior agressividade nos últimos dias, ofertando valores firmes para segurar o volume necessário e manter os estoques de milho em níveis confortáveis.

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A expectativa majoritária entre os analistas do agronegócio é que a disponibilidade do cereal dê um salto expressivo ao longo das próximas semanas, cenário que deve exercer uma pressão generalizada de baixa sobre os preços domésticos.


Produtores paulistas seguram o grão


No estado de São Paulo, o cenário atual é marcado pela forte retração da ponta vendedora. Agricultores e cooperativas paulistas vêm segurando o produto propositalmente.


A estratégia consiste em aguardar a consolidação e o avanço efetivo da colheita da safrinha para, somente então, abrir negociações de grandes volumes e lotes robustos de milho no mercado de grãos.

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