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Preço do tomate dispara no atacado e alta chega a 51% em Belo Horizonte

Chuvas e calor excessivo nas praças produtoras reduzem a oferta de frutos de qualidade, elevando as cotações em São Paulo, Rio e Minas Gerais
21 jan 2026 às 14:20
Por: Band
Reprodução/Dhie de Dyah Rina Anggraini's
O preço médio do tomate registrou fortes altas nos principais centros de abastecimento do país na última semana, entre os dias 12 e 16 de janeiro. De acordo com levantamentos realizados pela equipe Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o destaque ficou para Belo Horizonte (MG), onde a caixa de 20 kg atingiu R$ 108,66, um salto de 51,6% no período.

A tendência de alta foi generalizada nos atacados brasileiros. No Rio de Janeiro (RJ), os preços subiram 40,8%, com a caixa comercializada a R$ 107,00. Em Campinas (SP), o valor médio chegou a R$ 105,83 (+32,7%), enquanto na capital paulista a alta foi de 15,8%, com o produto cotado a R$ 88,00/cx.

Clima e fim de safra reduzem oferta

Segundo pesquisadores do Cepea, a escalada nos preços é reflexo direto de uma menor oferta de tomates com padrão de qualidade comercial nas praças produtoras. O cenário foi agravado pela combinação de chuvas frequentes e calor excessivo, condições climáticas que prejudicam o desenvolvimento do fruto e dificultam a colheita.


Além dos fatores climáticos, a desaceleração natural da produção contribuiu para o desabastecimento relativo. Algumas regiões que atingiram o pico de produção da primeira parte da safra de verão — entre dezembro e a primeira semana de janeiro — reduziram o ritmo de envios, caminhando para o encerramento desta etapa do ciclo produtivo.

Impacto para o consumidor

Para o consumidor final, o aumento nas centrais de abastecimento deve ser repassado às prateleiras dos supermercados e feiras livres nos próximos dias. No agronegócio, o tomate é conhecido por sua alta volatilidade de preços, sendo extremamente sensível a variações climáticas.


O acompanhamento das cotações é fundamental para o planejamento tanto de produtores quanto de varejistas, especialmente em períodos de transição de safra, quando a irregularidade na oferta tende a ser mais acentuada. O setor agora observa a evolução climática nas praças de verão para projetar a normalização do abastecimento.

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