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Produtor troca pasto por café em agrofloresta no Vale do Paraíba

Projeto em São Luís do Paraitinga une produção agrícola e restauração ecológica.
09 ago 2026 às 09:00
Por: Portal Tarobá
Terraviva

Um produtor rural de São Luís do Paraitinga, no Vale do Paraíba (SP), encontrou nos Sistemas Agroflorestais (SAF) uma solução sustentável para transformar a realidade de sua propriedade. Onde antes havia apenas pastagem degradada para pecuária, o Sítio Raízes agora consorcia o cultivo de café com árvores nativas, frutíferas e espécies de madeiras nobres.


A transição começou há quatro anos, quando o proprietário Leandro adquiriu a área de 50 hectares. Com o suporte da gestora ambiental Bárbara, o objetivo principal passou a ser a recuperação da cobertura original de Mata Atlântica, utilizando a agricultura como viabilizador financeiro do processo.


Como funciona o cultivo em agrofloresta


O modelo agroflorestal se caracteriza pelo consorciamento de espécies florestais e agrícolas no mesmo espaço, imitando a dinâmica natural das florestas. De acordo com o engenheiro ambiental Vitor, as linhas de plantio do sítio intercalam o café com espécies nativas, bananeiras, pitaia, abacateiro (avocado) e castanha-de-baru.


Nesse sistema diversificado, cada planta cumpre uma função ecológica e econômica:

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  • Proteção e nutrição: As árvores maiores geram sombra, protegem o solo contra a erosão e ajudam na retenção de água.

  • Diversificação de renda: Cultivos de ciclo mais curto (como frutas) garantem receita enquanto o café e as madeiras de longo prazo desenvolvem seu potencial produtivo.


Dos 50 hectares do sítio, cinco já foram completamente convertidos para o SAF e outros cinco estão em fase de transição.


Incentivo público e serviços ambientais


A propriedade faz parte do Projeto Vale Mais Verde, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que apoia mais de 100 produtores na recuperação de solos degradados na região. A iniciativa prevê pagamentos por serviços ambientais, remunerando os agricultores que adotam práticas voltadas à preservação dos ecossistemas.


A ação alinha-se ao plano nacional de recuperação de áreas degradadas, que projeta restaurar até 40 milhões de hectares no Brasil até 2033. Para a equipe do Sítio Raízes, o cultivo do café atua como o motor econômico para sustentar a regeneração ecológica de toda a propriedade a longo prazo.

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