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Criança toma dose letal de remédio após médico errar a vírgula, diz família

Durante sua internação, De'Markus recebeu uma dosagem de fosfato de potássio oral 10 vezes maior do que a necessária
17 nov 2025 às 18:27
Por: UOL
Imagem: Reprodução / J Brown Funeral and Cremation Services e Google Street View

Um hospital da Flórida, nos EUA, está sendo investigado após um erro na dosagem de um medicamento ter causado a morte de um menino de 2 anos.


De'Markus Page deu entrada no hospital universitário da Universidade da Flórida no início de 2024. O menino havia contraído um vírus e estava muito abaixo do peso devido a uma alimentação seletiva —que foi atribuída à suspeita de TEA (Transtorno do Espectro Autista). Seus níveis de eletrólitos também estavam bastante reduzidos.


Durante sua internação, De'Markus recebeu uma dosagem de fosfato de potássio oral 10 vezes maior do que a necessária. "O médico erroneamente prescreveu uma nova dose de fosfato de potássio oral, omitindo uma vírgula crucial da dose dada no dia anterior", aponta a denúncia feita pela família, à qual o portal Law&Crime teve acesso.


Os familiares afirmaram que a dosagem deveria ser 1,5 milimol, mas foi registrada como 15 milimols. Ainda de acordo com o processo, os profissionais de saúde não teriam percebido o erro, o que levou ao surgimento de complicações.


A falha levou a uma overdose e a uma parada cardíaca pouco tempo depois. O advogado da família, Jordan Dulcie, afirmou ao Law&Crime que a equipe do hospital demorou pelo cerca de 20 minutos para perceber o que estava acontecendo e teve dificuldades para realizar uma intubação bem-sucedida.

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De'Markus foi reanimado, mas teve uma lesão cerebral anóxica. "Ele passou por um período hospitalar horrível e prolongado nas duas semanas seguintes como um paciente neurologicamente rebaixado e dependente de ventilação", relata a ação judicial.


Dias depois, ele teve morte cerebral. Dulcie declarou que está determinado a responsabilizar integralmente o Hospital Infantil Shands da Universidade da Flórida por homicídio culposo e levar o caso a júri para "evitar que essa imensa dor se repita com outra família".


O hospital se recusou a comentar o caso. "A UF Health está comprometida em proteger a privacidade de todos os pacientes e suas famílias e segue todas as regulamentações estaduais e federais da HIPAA. Não podemos divulgar informações sobre pacientes ou possíveis pacientes e seus tratamentos sem consentimento", enviou a instituição ao New York Post.

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