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Governo aumenta classificação indicativa do YouTube para 16 anos; entenda

Decisão do governo federal ocorre após denúncias do Jornal da Band sobre conteúdos impróprios, como a "novelinha de frutas", acessados por menores
05 mai 2026 às 21:11
Por: Band
Reprodução

O Governo Federal elevou a classificação indicativa do YouTube no Brasil de 14 para 16 anos. A medida, oficializada pelo Ministério da Justiça, teve como objetivo principal ampliar a proteção de crianças e adolescentes contra conteúdos violentos e inadequados que circulam na plataforma.


Na última semana, o Jornal da Band denunciou a existência das chamadas "novelinhas de frutas". Esses vídeos, que utilizam uma estética lúdica semelhante a desenhos animados para atrair o público infantil, escondem narrativas que envolvem sexo, violência explícita e incentivo à criminalidade.


Embora o visual pareça inofensivo à primeira vista, o conteúdo foi identificado como um fenômeno de risco nas redes sociais. Na semana anterior, o Jornal da Band revelou que menores de idade possuíam acesso livre a esses materiais, o que gerou alerta entre pais e educadores.


Justificativa do Ministério e impacto nas plataformas


A reclassificação feita pelo Ministério da Justiça levou em conta a presença sistemática de materiais considerados prejudiciais ao desenvolvimento de menores de idade. Segundo as autoridades responsáveis pela análise, a identificação de conteúdos perigosos tornou a ação imediata necessária para ajustar a orientação de consumo na plataforma.


Na prática, a nova classificação funciona como uma diretriz oficial para que pais e responsáveis tenham ciência de que há material impróprio para menores de 16 anos circulando livremente. Não haverá, contudo, uma fiscalização estatal direta sobre o que cada usuário assiste, permanecendo o caráter de recomendação. A mudança está alinhada às novas diretrizes do ECA Digital, que buscam modernizar a proteção de crianças no ambiente virtual.


Desde março, o YouTube e outras redes sociais iniciaram a implementação de sistemas de controle parental mais rígidos para contas de crianças e adolescentes. Essas ferramentas permitem que os responsáveis monitorem o tempo de tela e restrinjam o acesso a determinados tipos de vídeos.

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