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Homem no corredor da morte é salvo minutos antes de execução nos EUA

Tremane Wood receberia uma injeção letal às 10h de ontem na Penitenciária Estadual de Oklahoma
14 nov 2025 às 19:14
Por: UOL
Imagem: Divulgação/Tremane Wood Foundation

Um homem de 46 anos que estava no corredor da morte e seria executado nos Estados Unidos pelo assassinato em 2002 foi salvo de última hora por conta de um indulto do governador de Oklahoma. Ele teve a pena convertida para prisão perpétua. As informações são do jornal The New York Times.


Tremane Wood receberia uma injeção letal às 10h de ontem na Penitenciária Estadual de Oklahoma. O governador republicano Kevin Stitt, porém, concedeu o indulto minutos antes da execução depois de a Junta de Indultos e Liberdade Condicional de Oklahoma recomendar a comutação da pena de Wood por uma votação de 3 a 2, em 5 de novembro.


"Após uma revisão exaustiva dos fatos e uma profunda reflexão, decidi aceitar a recomendação da Junta de Indultos e Liberdade Condicional de comutar a sentença para prisão perpétua sem liberdade condicional" - Kevin Stitt, governador de Oklahoma.


Tremane já havia feito sua última refeição quando funcionários bateram na porta de sua cela para informá-lo sobre a decisão do governador. "Ele desabou no chão, tomado por emoção e gratidão ao governador Stitt por poupar sua vida, por lhe dar uma segunda chance e por fazer justiça pela primeira vez em 20 anos", disse a advogada de Wood, Amanda Bass Castro-Alves.

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Jake Wood, irmão de Tremane, recebeu prisão perpétua por sua participação no assassinato de Wipf durante um roubo frustrado em um motel de Oklahoma City, em 2002. Jake, que se suicidou na prisão em 2019, confessou que foi ele quem esfaqueou Wipf até a morte.


Nos Estados Unidos, foram realizadas 42 execuções neste ano, o maior número desde 2012, quando 43 reclusos foram executados, segundo informou o jornal El País. A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados dos Estados Unidos, enquanto outros três — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — mantêm moratórias.


O presidente Donald Trump se diz favorável à pena de morte e, em seu primeiro dia no cargo, pediu que seu uso fosse ampliado "para os crimes mais hediondos". Em setembro deste ano, ele assinou um decreto que permite a pena de morte em Washington, D.C.


"Ao aplicar a lei da pena de morte contra os piores infratores de D.C., Trump ressalta sua determinação em proteger a capital da nossa nação para todos os americanos que a visitam e residem lá e garantir que criminosos violentos enfrentem as consequências mais severas da lei" - Comunicado da Casa Branca.

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