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Mãe de Henry Borel pede para não retornar à prisão onde estava no Rio

Monique Medeiros se entregou à polícia nesta segunda-feira após decisão do STF
20 abr 2026 às 17:14
Por: Band
Henry Borel
Reprodução/Band

A defesa de Monique Medeiros, acusada de envolvimento no assassinato do próprio filho, Henry Borel, em 2021, pediu que ela não volte à penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, onde ela estava antes de ser solta, em março.


Os advogados responsáveis pela defesa de Medeiros sugeriram que ela cumpra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de aguardar o julgamento presa, em alguma unidade do Corpo de Bombeiros ou outro local seguro, exceto o presídio onde estava.


Medeiros se entregou à polícia na manhã desta segunda-feira (20), no Distrito Policial de Madureira, após o ministro Gilmar Mendes decidir restabelecer sua prisão, na semana passada.


Na decisão do ministro afirma que “inexiste constrangimento ilegal por excesso de prazo quando o adiamento do julgamento decorre de ato da defesa do corréu (abandono de plenário) e de oposição da própria ré à cisão processual.”



O julgamento de Medeiros e seu antigo companheiro, o ex-deputado Jairo Souza Santos Junior, também acusado do crime, foi suspenso após a defesa de Jairinho abandonar o plenário, impossibilitando a continuidade. Ele deve ser retomado em maio.

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Morte de Henry Borel


Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, quando tinha 4 anos, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o então vereador Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca. Embora a versão inicial apresentada pelo casal sugerisse um acidente doméstico, como uma queda da cama, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou essa hipótese.


O documento revelou que a criança sofreu hemorragia interna e laceração hepática causadas por ação contundente, apresentando um total de 23 lesões pelo corpo.


As investigações da Polícia Civil apontaram que o menino era submetido a uma rotina de agressões por parte de Dr. Jairinho. Mensagens recuperadas de celulares indicaram que Monique tinha conhecimento de que o filho era agredido pelo padrasto antes da noite do crime.


O caso gerou grande comoção nacional e resultou na cassação do mandato de Jairinho e na criação da Lei Henry Borel , que endureceu as punições para crimes de violência doméstica contra crianças e adolescentes.

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