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Mulher está em estado grave após usar caneta emagrecedora de venda ilegal

A suspeita é que ela tenha desenvolvido uma síndrome que compromete a musculatura e os movimentos do corpo
21 jan 2026 às 11:05
Por: UOL
Foto: UOL

Uma mulher de 42 anos está internada em um hospital de Belo Horizonte desde dezembro em estado grave, devido a complicações relacionadas ao uso de uma "caneta emagrecedora" vendida de forma ilegal.


O que aconteceu

  • A auxiliar administrativa Kellen Antunes usou o medicamento, proveniente do Paraguai, sem prescrição médica, e foi internada com dores abdominais logo depois, segundo familiar. 

  • O quadro da mulher evoluiu para problemas neurológicos após a internação. A suspeita é que ela tenha desenvolvido uma síndrome que compromete a musculatura e os movimentos do corpo, além da fala e o funcionamento de órgãos.

  • Em um primeiro momento ela foi internada com muita dor abdominal, e foi comprovada a intoxicação medicamentosa. Meu pai pegou a ampola aqui em casa, levou para o [Hospital] João XXIII para fazer a análise, e lá eles não conseguiram fazer a análise porque era um medicamento do Paraguai.
  • Giulia Antunes, filha de Kellen, ao MG1

  • Nenhum medicamento pode ser comercializado no Brasil com orientações ou bula em língua estrangeira, segundo a Anvisa. A venda desses produtos, conforme divulgado em novembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, implica em riscos como dificuldade de compreensão para o paciente e erros de administração.

  • Remédios sem registro no Brasil só podem ser importados de forma excepcional e para uso exclusivamente pessoal, mediante prescrição médica e o cumprimento de requisitos adicionais, conforme a Anvisa. "Porém, nos casos em que a Anvisa publica proibição específica, a importação, por qualquer modalidade, também fica suspensa", esclareceu.

  • O órgão proibiu a venda de "canetas emagrecedoras" em novembro. Naquele mês, a Anvisa publicou resoluções proibindo a fabricação, distribuição, importação, comercialização, propaganda e o uso de alguns medicamentos agonistas de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. "São medicamentos sem registro sanitário na Agência, ou seja, que não tiveram a qualidade, eficácia e segurança de uso avaliadas no Brasil", divulgou à época.

  • As proibições se aplicam a cinco produtos. São eles T.G. 5; Lipoless; Lipoless Eticos; Tirzazep Royal Pharmaceuticals; e T.G. Indufar. "As medidas [de proibição] foram motivadas pelo aumento das evidências de propaganda e comercialização irregulares das chamadas canetas emagrecedoras, inclusive na internet, o que é proibido para medicamentos no Brasil, (...) a fim de proteger a saúde da população", informou ainda a agência.
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