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Nazismo fez imigração dos alemães para o Brasil disparar na década de 30

25 jul 2024 às 15:54
Por: Band
Reprodução/Band

Julho marca o início da imigração dos alemães para o Brasil, iniciada em 1824. Mas após a Primeira Guerra Mundial, a quantidade de imigrantes vindos da Alemanha ao país aumentou bastante, principalmente a partir da década de 20, quando o regime nazista ganhou força. 

A ascensão de Adolf Hitler levou o mundo à Segunda Guerra Mundial e, com ela, a mobilização dos países contra a Alemanha. Com a entrada do Brasil na guerra em 1942, os imigrantes alemães começaram a sofrer com xenofobia e proibições em território nacional, como explica a historiadora e coordenadora cultural Daniela Hothfuss. 

"A partir daí foi proibido falar alemão nas ruas, em lugares públicos, foi proibido ter escolas alemães", pontua. Mas a guerra não impediu a integração dos imigrantes no país, além de influenciar a cultura brasileira. 

Em São Paulo, restaurantes servem delícias alemãs para manter a tradição. O Windhuk é um deles, fundado por tripulantes de um navio que veio parar na costa brasileira justamente no começo da Segunda Guerra Mundial. 


Walfrido Krieger, sócio do restaurante, relembra como eles se estabeleceram. "Eles não podiam voltar para casa, não tinha como. Então eles tinham que se virar aqui", conta. 

Ele e o irmão, Francisco, fazem questão de preservar a história. "As pessoas encontraram um lugar para um recomeço, para lutar, para formar suas famílias e eram pessoas firmes, de fé", diz Francisco. 


No Brasil, alemães protestantes sofreram com Igreja Católica


Atualmente como um dos países com maior proporção de pessoas sem religião, até pouco tempo a Alemanha tinha maioria crista. Em hospitais, haviam entradas exclusivas para católicos e do outro, para protestantes. 

60% dos alemães que foram ao Brasil eram protestantes, o que tornou a vida complicada, como explica a historiadora Silvia Cristina Siriani. "Toda parte de registros civis, casamento, nascimento, morte, tudo isso era feito pela igreja. E os cemitérios eram da igreja católica", indica. 

Muitos cemitérios brasileiros não aceitavam enterrar protestantes, por isso, os imigrantes tiveram que criar novos locais para sepultamentos, como o cemitério fundado em 1829 em Parelheiros, no sul de São Paulo. 

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