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Operação mais letal da história do Rio mata 60 e prende 81; 9 estão feridos

Operação Contenção mobiliza 2,5 mil policiais civis e militares
28 out 2025 às 15:36
Por: Agência Brasil

Uma megaoperação envolvendo todas as forças de segurança do Rio de Janeiro, que tentou prender mais de cem criminosos do CV (Comando Vermelho) na manhã de hoje, resultou na morte de ao menos 60 pessoas. Com isso, se tornou a ação policial mais letal da história do estado fluminense.


O que aconteceu

  • Ao menos 60 pessoas foram mortas na operação, sendo quatro policiais, segundo a Polícia Civil. Outras nove pessoas foram baleadas, três moradores e seis agentes, quatro civis e dois militares. Entre os mortos, estão lideranças da facção em outros estados que estavam refugiados na região.
  • Número de mortos na Operação Contenção superou o da ação policial na favela do Jacarezinho, em 2021. Em 6 de maio daquele ano, a incursão na comunidade na zona norte do Rio terminou com 28 pessoas mortas e se tornou a mais letal do estado até então.
  • ção mobilizou 2.500 agentes para cumprir mandados de busca e apreensão em localidades da capital fluminense. A ação é resultado de um ano de investigação envolvendo, também, o Ministério Público do Rio de Janeiro e busca desarticular lideranças do CV.
  • Polícia prendeu Thiago do Nascimento Mendes, o "Belão do Quitungo", homem de confiança de Doca, um dos líderes do CV nas ruas. Ao todo, 81 pessoas foram presas até o momento — incluindo lideranças da facção de outros estados. Pelo menos 42 fuzis e rádios comunicadores também foram levados pelos agentes. Mais de 200 kg de drogas foram apreendidas, de acordo com a polícia.
  • Criminosos reagiram à operação com troca de tiros, segundo informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ao avistar a polícia, homens armados utilizaram drones para atacar os agentes, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
  • Agentes realizam buscas nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio. A operação conta com dois helicópteros, 32 veículos blindados e 12 carros de destruição, além de drones e ambulâncias.
  • Operação conta com policiais das forças especiais. Além de policiais da CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes e do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro, agentes do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro também atuam.
  • Policiais seguem nas regiões durante o dia, informou o governador do RJ, Claudio Castro, durante entrevista coletiva. Castro disse que essa foi a maior operação da história do Rio de Janeiro, envolvendo milhares de policiais, aparato de guerra e mais de dois meses de treinamento.
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública rebateu Castro e diz que pedidos do RJ foram atendidos. Em nota, a pasta afirmou que, desde 2023, acatou todas as 11 solicitações de renovação da Força Nacional de Segurança Pública no território fluminense. Também citou a realização de operações conjuntas da Polícia Federal com as polícias estaduais e o envio de recursos do governo federal para investir no sistema penitenciário e na segurança pública (leia mais aqui).
  • Moradores registraram fumaça em comunidades durante operação. Vídeos nas redes sociais mostram intensos tiroteios e dezenas de viaturas pelas ruas.

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