Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Brasil e mundo
Brasil

Piscina da morte: manobrista diz à polícia que só cumpria ordens

Em depoimento à polícia, ajudante geral afirmou que recebia instruções por mensagens para manipular o cloro da piscina onde mulher morreu intoxicada
10 fev 2026 às 18:08
Por: Band - Kelly Dias
Imagens: Reprodução

O ajudante geral de uma academia onde uma mulher morreu após uma aula de natação prestou depoimento à polícia nesta terça-feira (10) e afirmou que recebia ordens diretas de um dos sócios da unidade para manipular os produtos químicos da piscina. 


O homem, de 43 anos, compareceu à delegacia acompanhado de uma advogada e teve o aparelho celular apreendido para perícia. De acordo com as investigações, ele exercia a função de manobrista e auxiliar, sem possuir qualificação técnica para o manuseio de substâncias como o cloro.


O caso ganha novos contornos com a revelação de que as instruções sobre as dosagens dos produtos eram enviadas por meio de um aplicativo de mensagens. O delegado responsável pelo caso afirma que o funcionário enviava fotos das medições da água para um dos proprietários, que então determinava a quantidade de produto a ser utilizada na mistura. 


Segundo a autoridade policial, há indícios de que parte das mensagens trocadas no dia da intoxicação foi apagada pelo proprietário da academia na tentativa de evitar responsabilidades.


Mudança em fornecedor de produtos é investigada

A linha de investigação também apura uma mudança recente nos insumos utilizados pela rede. Há cerca de um mês, os proprietários teriam passado a adquirir produtos de limpeza de uma nova marca. A polícia agora aguarda análises laboratoriais para verificar se a concentração das substâncias é distinta da anterior e se essa variação, somada a um erro de dosagem, contribuiu para a reação química que resultou na morte da aluna.

O funcionário relatou que sua responsabilidade se limitava ao preparo da mistura em um balde, que era deixado na borda da piscina. Segundo ele, cabia ao professor da modalidade despejar o conteúdo na água ao final da aula. "O que eu tenho a declarar é que eu sou um funcionário da empresa, sigo ordens", declarou o homem ao deixar a delegacia.

Até o momento, os três sócios da academia, que possuem outras nove unidades em São Paulo, não se apresentaram para prestar esclarecimentos. A defesa que representava o grupo deixou o caso recentemente. O estabelecimento amanheceu com pichações de protesto, e a polícia trabalha agora para individualizar as condutas e responsabilizar criminalmente cada envolvido na gestão do local.
Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Brasil e mundo
Imagem de destaque

Mulher é arrastada por carro e achada morta e nua em SC

Brasil e mundo
Imagem de destaque

Viúvo diz que filho de Isabel Veloso levará alianças em casamento

Brasil e mundo

Conheça senadora paraguaia que fez ataques racistas contra Mbappé

Brasil e mundo

Boeing 737 some no mar após relatar pane de navegação

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Multinacional tem mutirão com mais de 50 vagas de emprego em Londrina

Cidade
Londrina e região

Idoso salvo de trem ganha casa nova em Apucarana

Cidade
Londrina e região

PM apura agressão de policial a motorista na BR-369

Cidade
Londrina e região

Bares usavam pias modificadas para jogar cocaína no esgoto em Londrina

Cidade
Londrina e região

Parceria prevê R$ 7 milhões para Estrada do Limoeiro

Podcasts

Podcast Corta Pra Elas | T. 2 E. 2 | Renata Borin - Maternidade, Fé e Superação

Conversa com Nassif | EP 14 | Estética Dental e Naturalidade | Dr. Claudio Romagnoli Jr

Sem Cerimônia | EP 9 | IA nas Empresas: Ferramenta e Futuro | Ferramenta e Futuro

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.