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Polícia fecha fábrica que reembalava whey e leite em pó vencidos

Investigação aponta que produtos recebiam nova validade e eram revendidos ilegalmente
25 jun 2026 às 17:50
Por: Estadão Conteúdo
Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Uma fábrica clandestina que embalava o suplemento alimentar whey protein e leite em pó vencidos foi fechada pela Polícia Civil, na terça-feira (23), em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Os produtos recebiam novas etiquetas com datas de validade estendidas até 2027 e eram revendidos. O homem suspeito de ser o dono do “negócio” foi preso.


O suspeito, Bruno Missaci Antunes, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O advogado Fábio Henrique Fernandes, que defende Antunes, afirmou que a empresa possui todas as licenças exigidas em lei para o funcionamento das atividades.


A ação foi conduzida pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), após suspeitas sobre a movimentação em um galpão no bairro Jardim Dona Therezinha. No local, os policiais encontraram frascos vazios de suplementos, sacos com whey protein e leite em pó.


Como funcionava o esquema?

Segundo a investigação, o produto vencido era retirado das embalagens originais, reembalado em novos frascos e rotulado com nova data de validade. Funcionários confirmaram que realizavam o procedimento por ordem da empresa, mas não souberam informar o destino final das mercadorias adulteradas.


Os policiais apreenderam paletes de mercadorias, rolos de etiquetas adulteradas, embalagens novas e o celular do responsável pelo estabelecimento.

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Antunes foi preso por crime contra a saúde pública, por adulteração de produto alimentício destinado ao consumo. A pena prevista é de 1 mês a 1 ano de prisão. Seis funcionários foram ouvidos e disseram que apenas cumpriam ordens e não tinham conhecimento da ilegalidade.


O advogado Fábio Fernandes afirmou que os produtos seriam destinados à fabricação de ração animal, e não ao consumo humano. Segundo ele, a empresa possui tradição na produção de insumos para ração e a defesa pretende pedir a revogação da prisão.

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