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Polícia Federal indicia Marçal por uso de documento falso contra Boulos

O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo negou qualquer envolvimento no crime e atribuiu o compartilhamento do documento falso a sua equipe
08 nov 2024 às 15:19
Por: BAND
Imagem: Reprodução/Band

A Polícia Federal indiciou o empresário Pablo Marçal, nesta sexta-feira (8), pelo crime de divulgação de documento falso contra o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) no 1º turno das eleições da Prefeitura de São Paulo. O influenciador compartilhou um laudo médico falso insinuando que o adversário político usava drogas ilícitas.


Pablo Marçal prestou depoimentos na  Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista, também nesta sexta-feira (8). Contudo, o candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo negou qualquer envolvimento no crime e atribuiu o compartilhamento do documento falso a sua equipe.

O que aconteceu?

Na noite do dia 4 de outubro de 2024, antevéspera do primeiro turno das eleições municipais, Marçal compartilhou um suposto laudo médico que dizia que Boulos teria buscado ajuda médica e testado positivo para uso de cocaína após dar entrada em uma clínica na Zona Sul de São Paulo, em janeiro de 2021.


Em transmissão nas redes sociais, Boulos repudiou a atitude de Marçal e afirmou que o documento é mentiroso e que ele responderá em todas as instâncias da Justiça pela manipulação.

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A defesa de Boulos ainda pediu a prisão preventiva de Marçal em uma notícia-crime enviada à PF.

Laudo falso

No dia seguinte, 5 de outubro, Instituto de Criminalística da Polícia Cientifica de São Paulo concluiu que o laudo divulgado era falso.


“É falsa a imagem da assinatura em nome do médico ‘JOSÉ ROBERTO DE SOUZA’, lançada no receituário objeto de exame (...), posto que tal assinatura não apresenta as mesmas características gráficas dos exemplares observados”, atestou a perícia oficial do Instituto de Criminalística.  


Segundo a análise, a principal diferença está na velocidade de execução da assinatura forjada, que tem o desenvolvimento mais lento do que a assinatura verdadeira.


Também foi constatado que o médico nunca trabalhou na clínica citada no laudo falso. Outra informação divulgada pela perícia foi que o RG atribuído a Boulos no documento está com dígitos a mais, fora do padrão da Carteira de Identidade expedida pelo governo de São Paulo.

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