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Raríssimo, tubarão 'megaboca' achado em Sergipe é estudado por cientistas

Apenas 274 indivíduos da espécie foram registrados no mundo
20 jul 2025 às 14:45
Por: Uol
Imagem: Cláudio Sampaio/Ufal

Um tubarão resgatado em Sergipe de uma espécie raríssima, conhecido popularmente como megaboca, está sendo estudado por cientistas brasileiros. Trata-se de um macho com 4,63 metros de comprimento que apareceu encalhado na manhã do último dia 4 na praia Barra dos Coqueiros.


O nome científico do tubarão é Megachasma pelagios, o único membro da família Megachasmidae. Ele tem esse nome por causa das palavras gregas "mega" (grande), "chasma" (abertura) e "pelagios" (oceânico). Ele foi resgatado e levado para o Oceanário de Aracaju, dentro do Museu da Fundação Projeto Tamar.


O animal foi achado em bom estado de conservação, o que indica ter encalhado por pouco tempo após a morte; e é um dos maiores já encontrados no oceano Atlântico. A descoberta é considerada um achado pelos cientistas, que vão estudar para conhecer melhor a espécie.


Segundo o professor e pesquisador Cláudio Sampaio, do campus Penedo da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), o nome da espécie faz referência à sua imensa boca. "Ela é utilizada para capturar pequenos invertebrados, como camarões, medusas e peixes em águas profundas e afastadas da costa, sendo totalmente inofensivo para os seres humanos", diz.


A raridade desta espécie pode ser definida em números: em todo o mundo só foram conhecidos 274 indivíduos, a maioria deles no oceano Pacífico. A exposição desse tipo de animal é igualmente rara e não há nenhum indivíduo que pode ser visto pelo público na América Latina.

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Imagem: Cláudio Sampaio/Ufal

Cláudio explica que, durante as noites, esses peixes costumam sair do fundo do mar para se alimentar de pequenos organismos que vivem no plâncton (que são animais e vegetais de baixa mobilidade transportados pelas correntes marinhas).


Esses tubarões passam o dia em águas oceânicas, escuras e frias em até 1.500 metros de profundidade, fazendo uma migração vertical para águas rasas e mais quentes à noite, chegando a profundidades menores que 50 metros.

Cláudio Sampaio


O tubarão encalhado em Sergipe é apenas o quarto registro no Brasil. "Esse encalhou em bom estado e será o primeiro nessas condições a ser examinado por pesquisadores", diz.


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