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Remédios devem ficar até 4,6% mais caros a partir de abril em todo o país

Reajuste anual autorizado pelo Governo Federal impacta o bolso de aposentados e pacientes que dependem de uso contínuo
27 mar 2026 às 11:26
Por:
Reprodução

O bolso dos brasileiros deve sentir um novo peso a partir do próximo mês com o reajuste anual no preço dos medicamentos, autorizado pelo Governo Federal. A estimativa é que o aumento nas tabelas de preços possa chegar a 4,6%, um índice que gera preocupação imediata em pacientes de uso contínuo. É o caso da aposentada Jucinet Cezar Cardoso, que utiliza fármacos diários para o controle da pressão alta e do colesterol. Para quem depende dessas substâncias para manter a qualidade de vida, o anúncio do aumento surge como um desafio extra no planejamento financeiro doméstico, especialmente para aqueles que já enfrentam gastos com tratamentos adicionais.


De acordo com economistas, o cálculo do reajuste não é uniforme para todos os produtos, pois os medicamentos são divididos em três faixas distintas, cada uma com índices de correção específicos definidos pela regulação do setor. Embora o governo estabeleça o teto máximo permitido, a decisão final de repassar o valor integral ou apenas uma parcela do aumento fica a critério de cada fabricante e das redes de farmácias. No entanto, a expectativa do mercado varejista é que a maior parte dos itens sofra atualização de preços já nas primeiras semanas de abril, reduzindo a margem de negociação do consumidor.


Os grupos mais afetados por essa atualização inflacionária são os aposentados e as famílias de baixa renda, que comprometem uma fatia significativa do orçamento mensal com saúde. Como muitos desses pacientes utilizam remédios controlados, a interrupção do tratamento por questões financeiras torna-se um risco real. Diante deste cenário, a principal recomendação de especialistas para os últimos dias de março é buscar alternativas de economia, como a pesquisa de preços entre diferentes redes e a verificação de disponibilidade de itens similares ou genéricos no programa Farmácia Popular, visando minimizar o impacto do novo reajuste.

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