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Terremoto que atingiu Mianmar tem 30 vezes mais intensidade que bomba atômica, diz especialista

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o sudeste da Ásia. Mianmar, um país periférico, é o mais atingido, e destoa de gigantes tecnológicos como Taiwan e Japão
31 mar 2025 às 08:36
Por: Band
LILIAN SUWANRUMPHA / AFP

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o sudeste da Ásia. Mianmar, um país periférico, é o mais atingido, e destoa de gigantes tecnológicos como Taiwan e Japão. Ao contrário desses, a maioria dos prédios não tinha estrutura para suportar os tremores e desabou. 


Uma jornalista brasileira precisou descer 15 andares de um hotel pelas escadas. Marisa contou ao Jornal da Band que foi a primeira vez que passou por um terremoto e teve medo de morrer. 


“Quando eu olhei para fora, só via o nosso prédio balançando. A única coisa que eu pensava era que ia cair e eu ia morrer”, disse. 


Em entrevista, o sismólogo Bruno Collaço explicou que um abalo de magnitude 7,7 tem 30 vezes mais intensidade do que uma bomba atômica. 


“A terra está em constante movimento. Quando acontece um terremoto, a gente vê que que as ondas aumentam de amplitude. Se comparar com a bomba atômica, que tem entre 6 e 6,5 de magnitude, então é quase 30 vezes mais forte”, disse. 

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A Tailândia, por exemplo, não sofre com terremotos de maneira recorrente. A destruição no país mostra que as construções não estavam preparadas e o número de mortos ainda pode aumentar, diferente de outros países asiáticos. 


No caso de Taiwan, que no ano passado foi atingido por um terremoto de magnitude 7,4, que não derrubou nenhum prédio e deixou 12 mortos. A ilha se estruturou após ser devastada por outro tremor, em 1999, em que mais de 2 mil pessoas morreram. Depois disso, uma legislação rigorosa com os materiais usados nas construções ajudou a evitar tragédias maiores. 




Por que tantos terremotos se formam nessa região? 


Mianmar fica no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma grande área de 40 mil quilômetros em forma de U que circunda o Oceano Pacífico, e também passa pelos Estados Unidos, Canadá, Rússia, Japão, Sudeste Asiático e Oceania.  É uma formacão que se deu em consequência de placas tectônicas.


Por isso, a região tem grande atividade sísmica e também a formação de vulcões. O risco de abalos é alto perto dos limites das placas. Essa área concentra 90 por cento dos terremotos do mundo todo. E tem pelo menos 150 vulcões ativos. 

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