O presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje à noite que o governo dele está no comando da Venezuela e que o país sul-americano está morto. Ele também atacou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
O que aconteceu
- Inicialmente, Trump disse a jornalistas que daria uma resposta "muito controversa" se perguntassem a ele quem estava no comando na Venezuela. "Significa que nós estamos no comando. Nós estamos no comando", respondeu, ao ser questionado por um repórter.
- Presidente não descartou a possibilidade de invadir a Colômbia. "Parece bom para mim", respondeu Trump a uma pergunta sobre operações militares no país governado por Gustavo Petro. Ele também chamou Petro de doente e voltou a dizer que ele produz e vende cocaína para os EUA.
- Republicano afirmou que precisará de investimento de companhias petrolíferas para reerguer a Venezuela. "É um país morto neste momento. Precisamos reerguer, e isso exigirá grandes investimentos das companhias petrolíferas para que a infraestrutura esteja pronta para funcionar", disse Trump.
- Trump também foi questionado sobre as falas da vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que criticou a ação dos EUA. "Vocês ouvem uma pessoa diferente da que eu ouço", respondeu. O republicano afirmou que ela é necessária para dar "acesso total" ao país.
Vice reconhecida como presidente
- Ontem, a Suprema Corte da Venezuela determinou que a vice-presidente assuma como presidente interina. Tribunal ainda irá decidir a estrutura legal de poder no país.
- Depois da determinação, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy como presidente. Anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López.
- Governo brasileiro reconheceu a vice-presidente no comando do país. "Na ausência do atual presidente, Maduro, é a vice. "Ela está como presidente interina", disse Maria Laura da Rocha, que ontem estava interinamente à frente do Ministério das Relações Exteriores.
- Explosões e sobrevoo de aviões foram ouvidos na capital venezuelana e outros três estados nas primeiras horas de sábado. Fortes bombardeios foram ouvidos, de acordo com relatos de jornalistas na capital venezuelana.
- Maduro e a esposa foram detidos em "questão de segundos" e não tiveram tempo de reagir. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao canal norte-americano Fox News que acompanhou a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, e que "foi como assistir a um programa de TV".
- O venezuelano tentou "chegar a um lugar seguro", mas não conseguiu, de acordo com o norte-americano. O presidente declarou que Maduro "chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la".
- Pouco antes de falar com a imprensa, Trump publicou uma foto de Nicolás Maduro, que teria sido tirada após a prisão. Nela, o venezuelano aparece de óculos e abafadores de ruído, segurando uma garrafa, dentro do navio norte-americano USS Iwo Jima. Antes, a vice-presidente do país latino, Delcy Rodriguez, havia pedido uma prova de vida do casal venezuelano após denunciar o ataque.
- Ataque deixou ao menos 80 mortos, diz The New York Times. A informação atualizada sobre o número de vítimas foi repassada hoje ao jornal por um alto funcionário venezuelano, que falou em condição de anonimato. Ele acrescentou que a quantidade de mortes ainda pode aumentar.