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Registros de pumas na Itaipu evidenciam a riqueza da biodiversidade local e o sucesso da gestão ambiental

22 dez 2021 às 14:45
Por: Redação Tarobá News

A Itaipu chegou, em 2021, à significativa marca de 24 milhões de árvores plantadas em seu território na margem brasileira. Um trabalho que começou há 42 anos e que, juntamente com outras ações de gestão ambiental, trouxeram resultados cada vez mais evidentes para a proteção do reservatório e da biodiversidade local. As florestas restauradas e mantidas nas áreas da usina tornaram-se capazes de abrigar e alimentar muitos animais selvagens, como capivaras, tatus, teiús, quatis, veados, furões, tapitis e, por consequência, também predadores incríveis – como os pumas. Registros em vídeo tornaram-se comuns.

São flagrantes que comprovam: os projetos desenvolvidos pela Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD) para monitorar a vida selvagem nas áreas de proteção ambiental da Itaipu levaram ao gradual restabelecimento de um sistema ecológico, da base ao topo da cadeia alimentar. Com o passar dos anos e o crescimento da floresta, cada vez mais espécies foram ocupando os refúgios e a faixa de proteção do reservatório. Naturalmente, os avistamentos tornaram-se corriqueiros.

Também conhecido como onça-parda ou suçuarana, o puma é mais uma das espécies que utilizam as áreas de restauração para se alimentar e reproduzir. Muitos já foram registrados em diversos pontos da usina, chamando a atenção por serem animais elegantes, ágeis e que mexem com o imaginário das pessoas.

Em um dos vídeos recentes é possível ver uma família de onças passando exatamente por um local já sinalizado com placas de advertência para a travessia de animais silvestres. Ao dirigir nessas áreas redobre a atenção, respeite a sinalização e obedeça aos limites de velocidade. Neste caso, por exemplo, um animal atravessou primeiro e estava acompanhado de seus filhotes, que atravessaram na sequência. O belo flagrante foi feito pelo agente de segurança Jair Neid (SEOC.AD), nas imediações do Parque da Piracema.

Na área da usina, nunca houve conflito no convívio com estes animais. Convém lembrar também que, de acordo com a equipe de fauna da MARP.CD, os pumas ajudam a promover o equilíbrio do ecossistema local, impedindo superpopulações e doenças. Além disso, também indicam que as áreas de restauração florestal estão cada vez mais saudáveis e repletas de energia e vida, que se renova constantemente, desempenhando seu papel no ciclo hídrico e climático.

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Ajude a monitorar

Confira algumas dicas de como colaborar com o trabalho de monitoramento de fauna na Itaipu:

  • Não envie ou multiplique notícias sensacionalistas sobre falsos ataques de onças. Sempre se certifique da veracidade das notícias com a equipe da fauna da MARP.CD ou com a Divisão de Imprensa (CSIM.GB);
  • Evite enviar vídeos de registros de onça-parda na área da Itaipu de maneira não oficial. Sempre encaminhe os vídeos primeiramente à MARP.CD (45 – 99971-2822), contribuindo, assim, para o monitoramento e a identificação dos animais. Evite compartilhar externamente, para evitar alarmismos e sensacionalismos;
  • Evite circular sozinho a pé, abaixar, agachar ou deitar em bordas ou no interior das matas;
  • Ande de bicicleta apenas nas ciclovias destinadas a essa atividade. Não adentre áreas de mata e evite pedalar sozinho;
  • Quando circular por áreas com a maior presença de animais silvestres, sempre informe sua equipe sobre o roteiro de deslocamento.

Em caso de encontro ou avistamento de pumas

  • Mantenha a calma, não grite, não faça movimentos bruscos e não se movimente em direção ao animal, que naturalmente tende a fugir de seres humanos;
  • Nunca tente se aproximar do animal. Deixe-o continuar o seu trajeto;
  • Nunca saia de um local seguro como guaritas, salas ou veículos para visualizar melhor o animal ou para fazer registros em foto ou vídeo;
  • Caso esteja a pé, não vire de costas para a onça; mantenha o contato visual, mas evitando os olhos do animal;
  • Levante os braços sem movimentos bruscos, afaste-se lentamente até chegar a uma distância ou local seguro e, caso esteja com criança, a coloque-a sobre seus ombros, para parecer maior;
  • Apenas caso seja acuado pelo animal, utilize algum dispositivo sonoro, como apito ou buzina. Na falta de um dispositivo, grite e bata palmas para se defender e assustar o animal. Não o assuste sem necessidade;
  • Depois do avistamento, procure um local seguro e comunique sua equipe e a equipe de fauna da MARP.CD, por ligação ou mensagem de Whatsapp para o número (45) 99971-2822;
  • Se fizer registro fotográfico ou em vídeo, encaminhe seu nome completo, local, data e horário do avistamento para a equipe de fauna da MARP.CD (45 – 99971-2822).

Assessoria

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