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Ação no STF pode comprometer atendimento a pessoas com deficiência no Paraná

Associação Flávia Cristina, referência em Londrina, pode fechar setor educacional caso perca apoio financeiro do governo estadual
20 mai 2025 às 15:00
Por: Portal Tarobá

A Associação Flávia Cristina, que atende gratuitamente pessoas com deficiência em Londrina, corre o risco de encerrar parte de suas atividades após o protocolo de uma ADI 7796 (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal). A ação questiona leis estaduais que garantem apoio financeiro a escolas especializadas, como APAEs e outras instituições filantrópicas do Paraná.


A diretora da associação, Cibele Henklain, alerta para os impactos da possível revogação: “Essa ação visa a extinção de duas leis estaduais que garantem o direito de escolha das famílias ao ensino especializado, bem como o suporte financeiro do governo do Estado do Paraná às instituições que trabalham com educação especial.”


Em Londrina, pelo menos cinco escolas filantrópicas prestam atendimento a crianças com deficiência. No estado, mais de 40 mil estudantes podem ser afetados se os recursos forem cortados. Sem o financiamento estadual, a Associação Flávia Cristina afirma que terá de encerrar o setor de ensino, que hoje oferece educação infantil e fundamental para alunos com deficiência intelectual e múltipla, além de serviços clínicos como fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia, hidroterapia e pilates.

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As doações recebidas atualmente não são suficientes para manter a estrutura em funcionamento. “Nós não somos segregadores. Nós apoiamos a inclusão. Mas existem alunos que demandam um nível maior de suporte. E as famílias escolheram o ensino especializado exatamente por isso”, explica Cibele.


A preocupação também é sentida pelas mães de alunos. Daiane, que se mudou de São Paulo para Londrina em busca de um atendimento adequado para o filho autista, relata a dificuldade que enfrentou: “Lá em São Paulo a gente procurou muitas vezes escola especial. Existe, mas tem fila imensa. Aqui sim, eu encontrei inclusão. Aqui ele é bem atendido, chega rindo, gosta da escola.”


A decisão do STF ainda não tem data para ser julgada, mas instituições do Paraná já estão mobilizadas contra a ADI. A diretora da Associação Flávia Cristina faz um apelo à comunidade: “Pedimos o apoio da população para que conheçam nosso trabalho, discutam a importância das escolas de educação especial e nos apoiem. Nós estamos de portas abertas.”

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