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Acusado de matar a prima queimada em Rolândia é condenado a quase 30 anos de prisão

Vítima foi incendiada dentro do próprio carro após oferecer carona ao primo; advogado contesta dosimetria do magistrado
30 abr 2026 às 09:58
Por: Portal Tarobá

O Tribunal do Júri de Rolândia condenou, na noite desta quinta-feira (28), o réu Davisson de Almeida, de 51 anos, a uma pena de 27 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. Ele foi julgado pelo assassinato brutal de sua prima, Franciele Gonçales Bigarelli, ocorrido em fevereiro de 2023. O crime, que causou grande comoção em toda a região, envolveu uma emboscada em que a vítima foi imobilizada, amarrada e teve o corpo e o carro incendiados pelo acusado após oferecer uma carona ao primo para uma clínica de reabilitação.


Durante o longo julgamento, o Conselho de Sentença ouviu depoimentos emocionantes e detalhes sombrios sobre a relação entre os familiares. A defesa, conduzida pelo advogado Peter Kelter, tentou emplacar a tese de semi-imputabilidade, alegando que o vício de 30 anos em entorpecentes teria tirado a plena consciência do réu, mas os jurados não acolheram o pedido. Por outro lado, as qualificadoras de feminicídio, meio cruel e motivo torpe sustentadas pela acusação foram decisivas para a condenação pesada, já que Franciele morreu após lutar pela vida com 90% do corpo queimado.


Apesar da condenação, a defesa de Davisson já confirmou que irá recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça. Segundo os advogados, o magistrado cometeu excessos na dosimetria da pena e ignorou a atenuante da confissão, já que o réu admitiu a autoria do crime perante o júri. Para a defesa, a sentença foi desproporcional ao não considerar a colaboração do acusado, enquanto a acusação defende que a crueldade do ato justifica a permanência de Davisson por décadas atrás das grades.


O réu, que já estava sob custódia, retornou ao presídio sob forte escolta da Polícia Penal logo após a leitura da sentença. O caso encerra um capítulo doloroso para a família, que se viu dividida entre a dor da perda de Franciele e o histórico de dependência química do agressor. Agora, o processo segue para as instâncias superiores, onde a defesa tentará reduzir o tempo de reclusão fixado pela justiça de Rolândia.



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