Uma bebê de cinco meses morreu após engasgar durante um refluxo na última
sexta-feira (6), no Jardim Morumbi, zona leste de Londrina. Equipes do Siate e
do Samu foram acionadas e realizaram manobras de reanimação por cerca de 40
minutos, mas não conseguiram reverter o quadro. O caso acende um alerta sobre
os riscos de obstrução de vias aéreas em recém-nascidos.
Dados do SUS (Sistema Único de Saúde) apontam que bebês
com menos de um ano representam 70% das mortes por engasgo entre crianças de
até nove anos. Segundo o coordenador médico do Samu, Ricardo Meletto, a
anatomia e a imaturidade dos sistemas reflexos nessa faixa etária contribuem
para a incidência de acidentes graves
Diferente do que ocorre com adultos, o engasgo em bebês pode ser silencioso.
Meletto explica que a criança muitas vezes não tosse ou chora, apresentando
apenas expressão de susto, mudança no ritmo da respiração e pele arroxeada. Ao
perceber esses sinais, a orientação é iniciar imediatamente as manobras de
desobstrução e acionar o serviço de emergência pelo telefone 192.
Em casos de salvamento bem-sucedidos registrados recentemente em Londrina, a
rapidez na execução da manobra de Heimlich adaptada para bebês foi
determinante. Em 2025, dois casos ganharam destaque na cidade: um pai salvou a
filha de dois meses na zona norte e um policial militar socorreu um
recém-nascido de 50 dias. O Samu reforça que, mesmo que o responsável esteja
sozinho, deve manter a calma, posicionar a criança corretamente para a manobra
e buscar auxílio médico imediato.