O GT (Grupo de Trabalho) criado em maio deste ano com o objetivo de debater melhorias para o povo Kaingang de Londrina e Tamarana apresentará seu relatório final nesta quarta-feira (7), às 19 horas, na Sala de Sessões da Câmara de Londrina, em reunião pública coordenada pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania da CML.
Integrado por representantes do Legislativo, indígenas, Funai (Fundação Nacional do Índio), das prefeituras de Londrina e Tamarana, do governo do Paraná, do Ministério Público do Paraná, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e de pesquisadores da UEL (Universidade Estadual de Londrina), o GT apresentará propostas de soluções para alguns dos problemas atuais dos Kaingang que vivem na Reserva Apucaraninha, em Tamarana, como a falta de um abrigo adequado para os indígenas que estudam em Londrina ou que se deslocam para o município com a intenção de vender artesanato.
Embora a terra indígena fique em Tamarana, a itinerância é uma característica da cultura Kaingang. Presidente da Comissão de Direitos Humanos, a vereadora Lu Oliveira (PL) lembra que a permanência da comunidade indígena no Vãre – Centro de Referência, Memória e Cultura Indígena, na marginal da Avenida Dez de Dezembro, é alvo de discussão há muito tempo. O espaço, localizado em área de preservação ambiental, está em litígio. “A questão indígena na nossa cidade está tentando ser resolvida há mais de 20 anos. Eles estão ali no fundo de vale, às margens da Dez de Dezembro, vivendo em condições extremamente desumanas. Existe uma fossa lá que transborda fezes, as casas não podem nem ser chamadas de casas, porque são barracos. A área já sofreu com alagamentos por causa do córrego que fica ali pertinho, já sofreu com incêndio”, afirmou a vereadora, que integra a comissão ao lado dos vereadores Matheus Thum (PP), vice-presidente; e Lenir de Assis (PT), membro.
A reunião pública será realizada na Sala de Sessões da Câmara de Londrina, com transmissão em tempo real pelos canais do Legislativo no Facebook e Youtube.