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Ceapac atende quase 10 pacientes novos por semana

02 fev 2022 às 16:06
Por: Redação Tarobá News

Inaugurado em 2013, o Centro de Atenção e Pesquisa em Anomalias Crânio Faciais (Ceapac) do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop), atende mais de 1300 pacientes credenciados para atendimento. O centro recebe, em média, de seis a oito pacientes novos por semana, com idades bastante variadas entre recém-nascidos e adultos. Mariângela Monteiro de Melo Baltazar, coordenadora do Ceapac, conta que quando o centro foi credenciado, em 2018, eram em torno de 600 pacientes atendidos, sendo assim, em três anos, esse número mais que dobrou.

O Ceapac possui o atendimento de alta complexidade em fissuras labiopalatais, que é um desenvolvimento incompleto na região do lábio e/ou no palato (céu da boca). Essa má-formação acontece ainda no período gestacional e geralmente é descoberto durante ele. O tratamento existe, mas é bastante longo e deve começar assim que o bebê nascer. “Recebemos crianças muito novinhas, de 4 dias por exemplo, para iniciar o tratamento, e ela deve permanecer até pelo menos os 21 anos”, diz Mariângela. O tratamento é demorado pois as fases de crescimento devem ser obedecidas, então alguns procedimentos não podem ser feitos com o osso ou o rosto crescendo. Tendo esse cuidado, cada procedimento é realizado no tempo certo. “Vão sendo colocados materiais provisórios até chegar o momento da substituição definitiva, que é o implante”, explica a coordenadora.

Todo o atendimento do Ceapac é feito via o Sistema Único de Saúde (SUS) e não possui fila de espera para as consultas e para ingressar no serviço. Para chegar até o Centro, o paciente deve buscar alguma Unidade Básica de Saúde (UBS), os profissionais identificam os casos de fissuras, se são tardios ou casos de pacientes que já são operados em outras unidades, e fazem o agendamento para o Ceapac. “O atendimento vai de zero anos de idade e não tem limite máximo, pois pode acontecer de ter adultos que nunca operaram ou adultos que operaram, mas abandonaram o tratamento, e que tendo um centro mais próximo eles buscam para retomar”, comenta Mariângela.

Para o encaminhamento de outros municípios da macrorregião, que abrange a 7ª, 8ª, 9ª, 10ª e 20ª regional de saúde, os hospitais dessas localidades devem encaminhar para o Tratamento Fora de Domicílio (TDF), para fazer o agendamento e providenciar um deslocamento para Cascavel.  O mesmo acontece com os pacientes que são atendidos nos centros de Bauru e Curitiba e pela dificuldade de deslocamento passam a ser atendidos no Ceapac de Cascavel.

Veja mais detalhes na reportagem de Fernanda Toigo, exibida no Jornal Tarobá 1ª Edição.

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