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Cidadão Espetáculo “Herança: era só o que me faltava” chega às últimas apresentações

Montagem celebra os quase 30 anos de trajetória artística de Luís Silva, o Palhaço Arnica e mergulha na essência da tradição circense ao narrar a descoberta de um baú misterioso
30 jan 2026 às 13:33
Por: Assessoria de Imprensa

A montagem “Herança: Era só o que me faltava”, uma celebração dos quase 30 anos de carreira de Luís Silva como o Palhaço Arnica, entra em sua reta final de apresentações. Com uma proposta que une o riso à poesia visual e sonora, a montagem homenageia a tradição circense e o legado dos mestres da palhaçaria. No próximo sábado (31), às 17h, e no dia 1, em duas sessões (às 15h e 17h) no Sesc Cadeião, o Palhaço Arnica recebe um baú de herança de um tio distante, que também era palhaço.


Por meio de objetos, fotos e vídeos que servem como “easter eggs” da história do circo, o protagonista redescobre memórias e reflete sobre a arte do encontro com o público. O projeto encerra a sua trajetória de apresentações na Vila Triolé, com sessões no dia 21 de fevereiro, às 19h e no dia 22, com duas sessões: às 16h e 19h. Todas as sessões são gratuitas e com classificação indicativa livre. Os ingressos para todas as datas e horários estarão disponíveis a partir de uma hora antes do início de cada apresentação.


A montagem, que conta com o patrocínio da Secretaria Municipal da Cultura, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), é um reconhecimento de Londrina como rico celeiro de palhaços, em grupos ou artistas independentes se dedicando a essa linguagem que contribui para a criação de uma identidade local.


Com direção de Tiago Marques, o espetáculo solo celebra a carreira artística de Luís Silva a partir das suas próprias referências e da convivência com outros palhaços ao longo do tempo, presenças que o atravessam enquanto profissional do riso que, nesse baú herdado e cheio de memórias, reencontra objetos que conectam o passado e o presente em um turbilhão de sentimentos, com o protagonista descobrindo coisas sobre seu parente distante e sobre o legado que o espera.


Um espetáculo para todas as idades que dialoga com diversas linguagens artísticas com cenas em que a música, o texto e a situação criam uma espécie de trinca poética, uma poesia visual e sonora que vem agregar, dar leveza e outros pontos de vista ao cotidiano e às situações.

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Em seus quase trinta anos de atuação como palhaço, Silva construiu uma trajetória, aprendendo e percorrendo diversos lugares. “Considero que a arte do palhaço transcende a simples função de entreter; envolve também uma dimensão social e política, embora essa não seja a ênfase principal do espetáculo. 


O objetivo é criar um momento singular, propiciando a experiência de um enredo em que um personagem recebe, inesperadamente, uma herança. Essa herança, aparentemente de menor valor material, representa, na verdade, o tesouro mais precioso para o tio: a memória e as experiências de vida”, diz. A proposta cênica busca integrar diversas formas de arte, como música e projeções, que enriquecem a criação do espetáculo, dialogando com diversas linguagens artísticas.


Para o diretor da montagem, Tiago Marques, o espetáculo se vale do episódio para homenagear a profissão de palhaço, o costume circense de passar o ofício adiante aos descendentes e a tradição oral dos ensinamentos. “Ao falar disso, também homenageamos, mostramos nosso respeito e gratidão aos palhaços que ensinaram e aprenderam com o ator, seus grandes parceiros e mestres, como os palhaços Picolino, Xupetin e Geleia”, comenta.


Essas referências aparecem ao longo do espetáculo por meio de detalhes, em vídeo ou foto, os “easter eggs”, algo comum na linguagem do cinema. Para Marques, a temática até pode ser vista como adulta, no entanto, o palhaço sabe como ninguém abordar com leveza temas diversos, densos, sabendo como conduzir a plateia com irreverência e ludicidade.


“Algumas reflexões do espetáculo chegam mais ao público adulto, mas tem muita situação e cena centrada numa comicidade mais visual, que tem fácil entendimento, além de a obra poder ser curtida por toda a família”, completa. “A palhaçada é a arte do encontro; a gente tem ensaio e treino, mas sobretudo o refinamento maior na linguagem se dá no encontro com público e artistas. Por mais que trabalhemos muito antes, a arte acontece no momento que o encontro começa”, pontua.


Texto: Assessoria de Imprensa do evento

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