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Colheita de cevada termina e Guarapuava alcança excelente padrão cervejeiro

16 dez 2021 às 12:56
Por: Agência Estadual de Notícias

A colheita da cevada está encerrada no Paraná, com a boa notícia de que a região de Guarapuava, principal produtora, garantiu excelente qualidade aos grãos, com 99% alcançando padrão cervejeiro, segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, referente ao período de 10 a 16 de dezembro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

O Paraná teve 75.995 hectares de terras cobertas pela cevada neste ano. Isso representou aumento de 21% em área plantada em relação a 2020. A produção cresceu 14% e chegou a 311.333 toneladas. Guarapuava é responsável por 62% do que é produzido no Estado. Os produtores locais tiraram 193.375 toneladas de grãos com qualidade de excelência em 45.500 hectares.

Para atingir o padrão cervejeiro, o grão de cevada precisa ter PH acima de 58, umidade máxima de 13% e poder germinativo de 95%. Na região de Ponta Grossa, que teve a expressiva produção de 87.863 toneladas, representando aumento de 25%, se comparado com o ano passado, 50% dos grãos ficaram abaixo desse padrão.

Provavelmente, o produto será destinado para ração animal. De acordo com a análise contida no Boletim Semanal, a perda de qualidade se deve ao excesso de chuvas em outubro, época forte de colheita do grão. No núcleo de Ponta Grossa, alguns municípios chegaram a ter até 300 milímetros de chuvas.

O Paraná é líder absoluto na produção brasileira de cevada e foi responsável, em 2020, por 72% daquilo que se produziu no País. A liderança é resultado direto das pesquisas e inovações adotadas pelos produtores do Estado. Além disso, o Paraná abriga em Entre Rios, no município de Guarapuava, a maior maltaria da América do Sul, ligada à Cooperativa Agrária. A cevada é utilizada na produção do malte

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FRUTAS E TRIGO – O documento do Deral analisa, ainda, o investimento brasileiro de US$ 596 milhões para importar 450,7 mil toneladas de frutas. Entre elas estão algumas que participam das mesas em festas de final de ano: nozes, castanhas, cerejas, damascos, tâmaras e figos, além das uvas secas ou “uvas em passas”.

O boletim registra o recorde em produção de trigo, com 7,8 milhões de toneladas em 2021. A Região Sul contribuiu de forma decisiva com aumento de 350 mil hectares na área de plantio. Aliado a isso, o Rio Grande do Sul recuperou a produtividade, chegando a 3,5 milhões de toneladas, acréscimo de 1,3 milhão em relação ao colhido no ano anterior, e passou o Paraná na liderança nacional.

CARNE BOVINA – A retomada de importações de carne bovina brasileira pela China, que estavam interrompidas desde 4 de setembro, também é parte da análise dos técnicos do Deral. Estima-se que o prejuízo para os frigoríficos nacionais tenha ultrapassado US$ 2 bilhões.

As exportações paranaenses de carne bovina para a China não foram expressivas nos últimos anos. No entanto, a medida impacta no mercado, visto que animais produzidos no Estado são exportados por frigoríficos de outros estados. Assim, a boa cotação deve se manter para os produtores e pode elevar o preço no varejo, em razão do enxugamento de oferta interna.

OUTROS PRODUTOS – O Boletim de Conjuntura Agropecuária também traz informações sobre as estimativas para a safra paranaense do feijão das águas e registra as dificuldades ainda enfrentadas pelos produtores de mandioca devido à escassez de umidade no solo.

O clima é de preocupação igualmente para os produtores de soja, que já encerraram a semeadura e começam a sentir queda na qualidade das lavouras. Para o milho, o cenário climático também deve afetar a produtividade, ainda que nas principais regiões produtoras a falta de chuva tenha sido mais amena.

Na avicultura, o registro é de crescimento de 4,2% nos abates de frango em âmbito nacional. Foram 4,633 bilhões de cabeças em 2021, contra 4,447 bilhões no ano passado. No Paraná, o abate foi de 1,577 bilhão de aves até setembro, o que representa aumento de 4,6% em relação a 2020.

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