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Conheça mulheres que comandam no Exército; alistamento voluntário abre novas vagas

Para aquelas que desejam seguir o mesmo caminho, o alistamento voluntário feminino no Exército Brasileiro é uma porta de entrada
30 jul 2025 às 16:57
Por: Portal Tarobá

Cada vez mais mulheres têm realizado o sonho de integrar as Forças Armadas, ocupando cargos de liderança e desempenhando funções estratégicas no Exército Brasileiro. Em visita a uma unidade militar, foi possível conhecer de perto histórias de dedicação e superação de algumas dessas profissionais.


Um dos destaques é a comandante Giovanna Santos, que, com muito esforço e estudo, conquistou um cargo de liderança no Exército. Hoje, ela comanda a Companhia Logística de Transporte e contou por que decidiu entrar para as Forças Armadas"Eu decidi servir ao Exército porque tinha uma admiração muito grande pela carreira militar. Acho que por influência da minha família, que tinha alguns militares — não do Exército, mas do Corpo de Bombeiros. Quando chegou o momento de decidir que rumo tomar, de escolher o que fazer no vestibular, foi justamente a primeira vez que abriu o concurso da AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras) para mulheres."


Ela destacou a importância do seu papel na coordenação de equipes e na execução de tarefas logísticas essenciais à tropa. Em outro momento da visita, Giovanna apresentou a rotina no pelotão, demonstrando as atividades desenvolvidas no pátio da companhia. Hoje, ela comanda uma equipe de 57 militares.


Na área de suprimentos, a comandante Sara Moreira é responsável pelo Pelotão de Suprimento, liderando a equipe encarregada da distribuição e controle de materiais militares"Aqui a gente centraliza todo o material para ser distribuído para a nossa brigada. Basicamente, eu gerencio toda a parte de aquisição do material, assim como organizo a minha equipe, que é responsável pelo depósito."

Sobre sua motivação para ingressar no Exército, Sara afirmou: "Eu acho uma profissão muito bonita, pois a gente serve à nossa pátria e à população. Eu queria fazer algo que não fosse só para mim, mas para os outros. É uma profissão com uma finalidade bonita."

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No setor de blindados, a chefe Daiana Ibuka atua à frente da Seção de Instrução de Material Bélico (SIMB). Durante a visita, ela apresentou dois blindados adaptados em Cascavel — um voltado para reparos mecânicos e outro para o resgate de feridos. A inovação já chama a atenção de outras unidades militares, servindo como modelo para o Exército Brasileiro.


Sobre sua função, Daiana explicou:

"Quem bota a mão na massa mesmo são os soldados, cabos e sargentos. Eu torno isso possível, trabalhando com aquisição de peças, fornecedores e contratos militares."


No setor de saúde do Exército, outras mulheres também demonstram que o espaço feminino está cada vez mais consolidado nas Forças Armadas. A técnica em enfermagem Bruna Camargo relatou que decidiu servir para contribuir com a saúde dos militares e exercer sua profissão em um ambiente desafiador. "Anteriormente eu trabalhava em um hospital, em uma UTI, que era uma área da qual eu gostava muito. Mas aquilo já não me satisfazia mais, eu queria algo mais desafiador. Foi quando resolvi me alistar. No início da manhã, começamos com o treinamento físico. Depois, seguimos para a sessão médica, onde auxiliamos o médico. Além disso, cuidamos da parte administrativa, como as perícias médicas, e também participamos de missões militares fora do batalhão."


Para aquelas que desejam seguir o mesmo caminho, o alistamento voluntário feminino no Exército Brasileiro é uma porta de entrada. Em 2024, foram disponibilizadas 1.400 vagas para mulheres, que geraram mais de 33 mil inscrições, uma média de 23 candidatas por vaga. Os dados evidenciam o crescimento do interesse feminino pela carreira militar.


A medida representa um avanço significativo na participação feminina na defesa nacional, quebrando paradigmas históricos e inspirando novas gerações.


A aspirante a oficial Ágatha Barreto ressaltou: "As mulheres estão procurando e se interessando bastante pelo trabalho que a gente vem desempenhando. Eu acredito que, mais pra frente, vamos conseguir aumentar o número de vagas para mulheres no Exército, e assim, mais mulheres vão se inscrever e fazer parte das Forças Armadas do Brasil."

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