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Copel coloca 72 imóveis à venda e gera debate no TCE

Entre os ativos estão sedes administrativas em Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu; venda levanta debate sobre competências do TCE após desestatização da companhia
03 jul 2026 às 12:24
Por: Portal Tarobá

A Copel colocou à venda 72 imóveis em diferentes regiões do Paraná, em um processo de reestruturação e otimização de seus ativos. A comercialização inclui três estruturas consideradas estratégicas no Oeste do Estado: as sedes da companhia em Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu.


As unidades funcionam atualmente não apenas como prédios administrativos, mas também como pontos de atendimento ao consumidor e bases operacionais, abrigando setores de logística, almoxarifado, manutenção e apoio às equipes técnicas responsáveis pelo atendimento em campo.


Em Cascavel, o imóvel listado para venda possui cerca de 12,6 mil metros quadrados e está avaliado em aproximadamente R$ 43,3 milhões. Segundo a companhia, a iniciativa faz parte de um projeto de revitalização e modernização da estrutura física, com o objetivo de adequar os espaços às atuais necessidades operacionais.


De acordo com nota da Copel, o processo de venda de imóveis teve início em junho e integra uma estratégia de readequação patrimonial, com foco na melhor utilização dos ativos da empresa.


A decisão, no entanto, repercutiu no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), onde o tema foi discutido durante sessão ordinária. O processo analisado trata de um prejulgado que busca definir quais competências permanecem sob responsabilidade do Tribunal após a desestatização da Copel.

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Durante a sessão, houve divergências entre conselheiros sobre o nível de acompanhamento necessário por parte do órgão de controle. Após pedido de vista, a votação foi adiada.


No debate, também foram citados impactos no setor produtivo relacionados a interrupções no fornecimento de energia, incluindo prejuízos registrados na pecuária em diferentes regiões do Estado.


O tema motivou ainda o envio de pedidos de investigação por entidades do setor produtivo, que encaminharam solicitações ao Ministério Público do Paraná e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União. Entre as reclamações, também está o aumento de tarifas.

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