A Polícia Civil do Paraná e a Polícia Científica avançam nas investigações sobre o acidente envolvendo um barco de passeios turísticos da concessionária Macuco Safari, no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. O corpo do turista holandês Mark Lensink, de 25 anos, foi formalmente identificado e liberado ao consulado de seu país para os procedimentos de traslado à Holanda.
Segundo as equipes policiais, a vítima era praticante de polo aquático e nadador experiente, fator que reforça a gravidade da ocorrência no leito do rio.
Diligências e laudo pericial
Testemunhas que estavam a bordo no momento do acidente já prestaram depoimento à Polícia Civil. Nos próximos dias, os tripulantes da embarcação e outras testemunhas também serão ouvidos para esclarecer a dinâmica dos fatos.
A causa exata do óbito é apurada por meio de exame necroscópico realizado pela Polícia Científica. O laudo pericial oficial tem previsão de conclusão em até 10 dias. Paralelamente, foram expedidos ofícios a órgãos e entidades de fiscalização marítima e ambiental.
Posicionamento da empresa e paralisação
Em nota oficial, o Macuco Safari informou que cumpre uma paralisação estratégica de três dias em sinal de respeito e suporte às vítimas, familiares e colaboradores. A empresa atribuiu o acidente a "anomalias atípicas na correnteza" do trecho de navegação do Rio Iguaçu, ressaltando que, em 40 anos de história no turismo de aventura, registrou apenas três situações de risco.
A concessionária destacou ainda que cumpre normas rigorosas de segurança expedidas pela Marinha do Brasil e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O cronograma prevê a revisão da frota, a orientação ao público para reembolso de bilhetes e a retomada gradativa das operações para este sábado (1º).