Professores da rede municipal de ensino de Londrina e o Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) denunciam o risco de desfalque de aulas e até fechamento de turmas integrais. A categoria aponta que a limitação no teto de horas extras prestadas pelos docentes — fixada em R$ 4,5 mil mensais — agravou o déficit histórico de cerca de 800 professores no município, somado às mais de 130 aposentadorias registradas no último ano.
Segundo o sindicato e membros do Conselho Municipal de Educação, a falta de pessoal tem forçado o rodízio constante de docentes, além de obrigar diretores, coordenadores e técnicos administrativos a assumirem turmas nas escolas. O presidente do Sindserv, Fábio Molin, argumenta que a rotatividade afeta o aprendizado e que a defasagem não será resolvida a curto prazo.
A SME (Secretaria Municipal de Educação) afirma que nenhum aluno ficará sem atendimento. A pasta justifica que o teto nas horas extras visa equilibrar o orçamento para permitir a contratação de 72 professores de apoio à inclusão e a convocação de 60 profissionais via teste seletivo. A administração municipal cita ainda a tramitação de um projeto de lei para viabilizar novas contratações conforme a disponibilidade orçamentária.
A comunidade escolar e as entidades representativas seguem acompanhando o impasse, enquanto pais relatam apreensão com a continuidade do calendário letivo.