O que não serve para alguns é fonte de renda para muitos. No Ecoponto Brasília são 20 cooperados. Dona Ivonete trabalha por lá há dois anos.
São recicladas cerca de 20 toneladas de lixo por mês. O dinheiro da venda do material é repartido igualmente entre os cooperados.
Só que a crise econômica também chegou no setor de reciclagem. O preço pago por alguns materiais, como papelao, caiu mais da metade nos ultimos anos.
A falta de educação ambiental também impacta no resultado. Muita coisa que não é reciclável chega na esteira.
Em Cascavel, há lei criadas para incentivar a atividade, como a que obriga lanchonetes e restaurantes a destinarem garrafas de vidro para os ecopontos. Mas muitos ainda não cumprem o combinado.
Tudo isso reflete no futuro da reciclagem. Por falta de interessados, a prefeitura de Cascavel teve que prorrogar por mais 30 dias o chamamento público para contratar empresas e cooperativas que queiram administrar ecopontos.
Mesmo com dificuldades, a Coopercaju, do Brasília, pretende ficar por aqui, mas espera que o município apoie financeiramente a atividade.