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Defesa de família de jovem morto pela GM contesta versão

Advogada Aline Capocci defende tese do MPPR de que caso é homicídio doloso.
05 ago 2026 às 14:30
Por: Portal Tarobá

A advogada Aline Capocci, responsável pela defesa da família do adolescente Murilo Dias, de 15 anos, declarou concordância integral com o parecer emitido pelo MPPR (Ministério Público do Paraná) sobre a morte do jovem durante abordagem da GM (Guarda Municipal) em Londrina.


Em documento assinado pela promotora Caroline Zuan Esteves, da 17ª Promotoria de Justiça, o órgão fiscalizador reclassificou a investigação de lesão corporal seguida de morte para homicídio. Com a mudança de tipificação, o MPPR requereu o declínio de competência para que o processo seja julgado na 1ª Vara Criminal, tribunal responsável por crimes dolosos contra a vida que vão a Júri Popular.


Preservação de câmeras corporais e análise das imagens


A defesa do jovem destacou a decisão judicial que determinou a preservação obrigatória do acervo de imagens gravadas pelas câmeras corporais dos guardas municipais envolvidos no episódio. Na avaliação da advogada Aline Capocci, a guarda das gravações deveria ter sido uma conduta espontânea por parte da administração pública e do comando da corporação logo após o fato.


A jurista também utilizou gravações anexadas ao processo que registram o histórico médico do jovem durante episódios de crises epiléticas refratárias. De acordo com Aline, o estado de desorientação pós-crise neutraliza a versão de que o adolescente teria reagido e apontado um armamento contra as patrulhas.


"O vídeo reforça a tese de que ele não teria condições clínicas nem físicas de portar uma arma e apontá-la na direção dos guardas municipais no momento da abordagem", pontuou a advogada.

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Contradições em depoimento e acompanhamento de diligências


Após obter acesso à íntegra do inquérito policial instaurado pela PCPR (Polícia Civil), a advogada Aline Capocci apontou contradições e divergências entre as alegações prestadas pelo agente autor dos disparos e as demais provas materiais colhidas no local. O laudo pericial confirmou que a vítima foi atingida por três disparos de arma de fogo.


Com a mudança na condução jurídica do processo e a transferência do caso para o Tribunal do Júri, a equipe de defesa continuará acompanhando as oitivas de testemunhas e as perícias complementares solicitadas pelas autoridades em Londrina.

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