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Delegado dá detalhes de investigação de feminicídios registrados em Cascavel

17 jan 2025 às 11:31
Por: Portal Tarobá
Foto: Ellen Santos/Tarobá

Nos últimos anos, os casos de feminicídios e violência contra a mulher têm aumentado significativamente em todo o Brasil, e a cidade de Cascavel não tem ficado imune a essa triste realidade. Em 2025, já foram registradas duas mortes de mulheres em circunstâncias de extrema violência, ambas cometidas por ex-companheiros.


A primeira vítima, Aline Canhet, foi assassinada com um tiro na cabeça no bairro Cascavel Velho. O crime, ocorrido recentemente, teve uma reviravolta ontem, quando uma mulher confessou sua participação no homicídio. Contudo, a polícia continua tratando o caso como feminicídio, pois as evidências apontam que o principal responsável pelo assassinato foi o ex-companheiro de Aline, que se apresentou à delegacia junto com a mulher que confessou o crime. Nelson, pai de Aline, apesar da dor profunda pela perda da filha, buscou respostas na delegacia, em busca de justiça para sua família.


O segundo caso envolveu Solange Paes, de 51 anos, que foi esfaqueada e acabou falecendo no Hospital Universitário. O autor do crime foi preso hoje pela equipe da Delegacia de Homicídios e confessou que matou Solange.


Segundo dados do anuário do Laboratório de Estudos de Feminicídio, o Brasil registra, em média, quatro feminicídios por dia. No último levantamento, divulgado em outubro de 2024, foram registrados 1.511 homicídios femininos, sendo 116 no Paraná. Em Cascavel, além dos feminicídios, o número de agressões contra mulheres também tem aumentado, o que reflete a urgência em combater essa violência.


Por outro lado, a cidade conta com uma rede de apoio robusta, formada pela Delegacia da Mulher, pela Patrulha Maria da Penha e pelo Ministério Público, que tem trabalhado em conjunto para garantir a segurança das mulheres. A delegada responsável pelos casos destacou a importância da medida protetiva no combate a esses crimes, que tem contribuído para o aumento no número de denúncias.


Para as famílias que perderam suas filhas, irmãs e amigas, a dor é irreparável. Porém, a luta por justiça se mantém firme. Eles seguem buscando respostas, convictos de que, por elas, a batalha contra a violência deve continuar.

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